“Quarto Camarim” na Itália: o longa participa do Festival Omovies, em Nápoles

Depois de passar por diferentes festivais de cinema nas três Américas, Quarto Camarim desembarca na Europa: o filme participa da Mostra Oficial do 11º OMOVIES, Festival Internacional de cinema dedicado a temas e questões LGBTQ+.

Quarto Camarim

g3514

Depois de passar por diferentes festivais de cinema nas três Américas, Quarto Camarimdesembarca na Europa: o filme participa da Mostra Oficial do 11º OMOVIES, Festival Internacional de cinema dedicado a temas e questões LGBTQ+.

Captura de Tela 2018-12-06 às 19.02.47Quarto Camarim passa no dia 11 de dezembro no Rainbow Center Napoli, via Antonio Genovesi 36 Napoli – Ingresso gratuito. Confira a programação no site do Omovies.it!

O filme narra a aproximação entre uma sobrinha, a diretora do filme, e sua tia Luma, depois de vinte e sete anos sem contato. Ambas protagonizam o filme, cada uma a sua maneira, cientes das tensões e aproximações que uma relação emergente tão delicada implica.

Quarto Camarim é o primeiro longa dos cineastas Camele Queiroz e Fabricio Ramos. Entre abril e maio de 2018, o filme foi apresentado em cinemas culturais de 13 capitais brasileiras, pela Sessão Abraccine, iniciativa da Associação Brasileira de Críticas de Cinema para…

Ver o post original 109 mais palavras

Anúncios

Pequena analogia entre “Museu” (2018) e “Gueros” (2014), filmes de Alonso Ruizpalacios

Se em “Gueros”, o debute do diretor (em longas), a Cidade do México estrutura a Poética do filme, em “Museo”, a geografia é expandida e a história do passado do país, desde antes da Conquista, se cruza com o presente da trama, através de um jogo de desvios de significações: a história do povo maia e seus artefatos, subtraídos de suas tumbas e templos, são confinados ao Museu de antropologia; enquanto a história moderna, o “processo civilizatório”, saem das escolas e academias para retornar às paisagens de ruínas de uma civilização dizimada.

museo09

Gael García Bernal, em “Museo”

Em “Gueros”, jovens de uma geração deslocada das grandes lutas políticas de seu tempo perambulam pelas ruas da Cidade do México em busca, talvez, de suas próprias identidades; em “Museo”, jovens perambulam pelo México, de Yucatán a Acapulco, em busca de um sentido para as suas vidas insignificantes.

Em “Gueros”, mitificavam e foram atrás de Epigmenio Cruz, um roqueiro mexicano obscuro, desconhecido e prestes a morrer, mas que teria feito “Bob Dylan chorar”. Em “Museo”, é Sherazada o mito a ser buscado. Ambos os mitos pessoas decadentes, mais imaginárias do que reais. Ambos os mitos não dão a mínima.

gueros-berline-film-review

Os jovens de “Gueros”

Ruizpalacios infiltra aspectos sociais, económicos, políticos e históricos em seus filmes. Sabe filmar imprimindo um ritmo dinâmico e inventivo, com simplicidade narrativa e sensibilidade crítica. Se incorre em “cacoetes de festival” aqui e ali, isso não compromete em nada a poética de seus filmes.

Aliás, esses cacoetes emprestam aos filmes uma atmosfera que mistura o pop, o comercial e o kitsch com uma boa dose de reflexão sobre a morte, a vida e a arte nisso tudo. Boa combinação.

Em tempo, gosto mais de “Gueros”. E o desfecho de “Museo” não está a altura do filme que nos conduziu até ali…

Cinematógrafo de novembro (sáb, 24/11): “La Lengua de las Mariposas”, um drama sensível sobre descoberta, amizade e a tragédia do fascismo

Nossa nota sobre o filme do Cinematógrafo deste mês “La Lengua de las Mariposas” (dia 24, sáb, no Cinema do Museu).

“La Lengua de las Mariposas” narra a relação de amizade entre um menino e seu professor que é considerado inimigo do emergente regime fascista. A sessão acontece no sábado (24) às 16h30, na Saladearte – Cinema do Museu (Corredor da Vitória, Salvador)

Nota dos curadores do Cinematógrafo, Camele Queiroz e Fabricio Ramos:

MV5BZTAwNzQ1MTktZDRmMi00OTZjLWJmNjctMGM3ZTQxNjNlYTA4XkEyXkFqcGdeQXVyMTA0MjU0Ng@@._V1_“Esses jovens fascistas não nasceram para ser fascistas”, respondeu Pasolini a Italo Calvino, em uma polêmica sobre os jovens infelizes em que o escritor teria dito: “Os jovens fascistas de hoje não conheço nem espero ter ocasião de conhecê-los”. Para Pasolini, ao contrário, talvez “uma simples experiência diversa na sua vida, apenas um simples encontro, tivesse bastado para que seu destino fosse outro”. Em “La Lengua de las Mariposas” (Espanha, 1999), filme de José Luís Cuerda, Moncho (Manuel Lozano), um menino de sete anos, tem um primeiro encontro desses com um velho professor, Don Gregorio (Fernando Fernán-Gomes)…

Ver o post original 640 mais palavras

“Quarto Camarim” participa de festivais de cinema em Salvador e em Nápoles, na Itália

Quarto Camarim participa da mostra competitiva baiana do XIV Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador, e da Mostra Oficial do 11º Omovies, que acontece em Nápoles, na Itália.

 

O primeiro longa de Camele Queiroz e Fabricio Ramos mostra a reaproximação de uma sobrinha – a própria diretora – com a sua tia Luma, depois de 27 anos sem qualquer contato. Para os diretores, trata-se de um filme proposta, que conjuga a vida mesma e a criação cinematográfica, o que resultou numa obra que abrange temas políticos, familiares e sobre o próprio fazer cinema.

Em novembro, “Quarto Camarim” participa da Mostra Baiana do XIV Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador, e em dezembro, da Mostra Oficial do 11º Omovies, que acontece em Nápoles, na Itália.

Em Salvador, as sessões do Panorama contarão com a presença dos diretores:

Dia 18/11 (domingo) às 17h30 – na Sala 2 do Espaço Itaú de Cinema – Glauber Rocha.

Dia 20/11 (terça) às 19h10 – na Sala Walter da Silveira – Biblioteca Pública dos Barris.

TRAJETÓRIA

O longa participou de festivais internacionais (Canadá, Venezuela, República Dominicana e Itália) e de mostras no Brasil, além de ter sido escolhido pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema para compor a 3a. Sessão Abraccine, que promoveu – entre março e abril de 2018 – exibições do filme em cinemas culturais de 13 capitais do país, seguidas de debates com críticos e convidados especiais.

Cinematógrafo homenageia Isao Takahata exibindo o dilacerante e sensível “Túmulo dos Vagalumes”

“Túmulo dos Vagalumes” completa 30 anos no ano da morte de seu diretor, que morreu em abril deste ano. O Cinematógrafo homenageia Takahata na sessão do dia 3 de novembro (sáb), às 16h30, na Saladearte Cinema do Museu.

g3592

Em abril deste ano, o mundo da animação perdeu uma de suas mentes mais brilhantes que deixou como legado inúmeras obras que vêm marcando gerações. Isao Takahata foi um dos gênios criadores do gigante Studio Ghibli, ao lado de Hayao Miyazaki.

O Cinematógrafo apresenta o dilacerante “Túmulo dos Vagalumes”, realizando uma dupla homenagem: no ano da morte do diretor, a sessão exibe o filme que completa trinta anos em 2018.

Lançado, portanto, em 1988, “Túmulo dos Vagalumes” narra a história de duas crianças japonesas que, no fim da segunda guerra mundial, tentam desesperada e esperançosamente, sobreviver numa cidade assolada pelos constantes bombardeios aéreos e pela miséria que toda guerra traz…

Ver o post original 373 mais palavras

Cinematógrafo de setembro (sáb, 29) exibe “Doze Homens e uma Sentença”, de Sidney Lumet

O clássico de 1957 põe em questão a relação entre os valores que orientam o nosso ideário civilizacional e as questões sociais de fundo moral, político e psicológico. Sessão dia 29/9, às 16h30, na Saladerte — Cinema do Museu.

Card setembro

Nota dos curadores: “Doze homens e uma sentença” (1957)

O que chamamos modernidade coincide, sintomaticamente, com a era das ideologias. No tempo das ideologias “é preciso decidir-se sobre o assassinato”, como refletiu Albert Camus. Não sobre o assassinato passional, individual. Mas sobre o assassinato institucionalizado, estatal, legal. Se matar passa a ter razões, inclusive razões de estado, é preciso assumir as consequências e buscar responder claramente à questão sobre o fundamento dessas razões, pois todos nós tomamos parte nela.

Em “Doze Homens e uma Sentença” (1957), o primeiro filme do profícuo diretor estadunidense Sidney Lumet, doze homens são convocados pelo Tribunal do Júri para decidir o destino de um jovem de dezoito anos, acusado de um crime hediondo: matar o próprio pai. Há uma regra básica para o veredito: os doze homens devem determinar, por unanimidade, se o jovem é culpado ou inocente. Em caso de dúvidas ou discordância entre eles, prevalecerá a presunção de inocência. Logo no início, o juiz adverte sobre a enorme responsabilidade que os jurados estão assumindo, lembrando a gravidade da pena a ser aplicada no caso de condenação: a pena de morte.

Para muito além da questão jurídica institucional que se instala à primeira vista, “Doze Homens e uma Sentença”, originalmente uma peça feita para a televisão escrita por Reginald Rose e dirigida por Franklin Schaffner (foi ao ar em 1954 nos EUA), põe em questão a relação entre os valores que orientam o nosso ideário civilizacional e as questões sociais de fundo moral, político e psicológico que atuam no nível individual e no das interações humanas. O que está em jogo quando se tem a responsabilidade de julgar o valor da vida do outro, respaldado pelo manto da legalidade e pela reivindicação de valores humanistas? No filme, amparados no discurso da responsabilidade cidadã, os jurados substanciam seus julgamentos, de forma consciente ou não, de boa vontade ou não, a partir de seus próprios preconceitos, interesses pessoais e até traumas individuais, que emergem de um substrato social e cultural carregado de racismo, xenofobia e moralismo. Cabe ao jurado 8, interpretado soberbamente por Henry Fonda, pôr em questão as certezas impensadas que resultam de automatismos apressados, e trazer para o primeiro plano a responsabilidade da reflexão para a tomada de decisões vitais em nome da sociedade.

Uma outra frente de discussão pode ser, paralelamente, acionada pelo filme: em tempos do que Tom Zé chamou de “Tribunal do Facebook”, o filme de 1957 pode ser visto em modo de analogia com a era dos ambientes digitais e os frequentes ímpetos de denuncismo, moralismo e embates políticos polarizados que grassam nas redes sociais, e que não raro descambam para dinâmicas acusatórias, de linguagem punitivista e, no limite, para linchamentos virtuais com consequências e proporções devastadoras para a vida de pessoas acusadas e lançadas ao escracho público sem qualquer possibilidade de defesa. Em casos assim, pela própria tendência amplificadora das redes sociais, inexiste qualquer parâmetro ou marco para se verificar sequer a veracidade das acusações. Esse tema se liga àquele da era das ideologias em que a razão política se converte, em certos contextos, em um esforço discursivo de negação do outro.

No âmbito propriamente cinematográfico, considerando especialmente os seus aspectos formais e dramáticos, “Doze Homens e uma Sentença” motiva boas discussões: o filme se passa quase que inteiramente no interior de uma sala e valoriza enfaticamente a performance dos atores e os diálogos entre os personagens. Estilisticamente, Lumet — sempre próximo do realismo — recorre a artifícios como o posicionamento orientado da câmera e de enquadramentos bem delimitados, para causar sensações de claustrofobia, proximidade ou distanciamento, segundo a progressão narrativa. O diretor, que realizou mais de 50 filmes ao longo de sua carreira, é considerado um grande retratista de Nova York e um dos últimos moralistas de Hollywood, cuja obra se debruça sobre temas relacionados às questões éticas e da integridade dos personagens.

“Doze Homens e uma Sentença” é um clássico, um caso raro de primeiro filme de um diretor que se torna obra-prima celebrada por críticos e cinéfilos. O filme foi indicado a três Oscars (Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro), além de ter ganhado o Leão de Ouro no Festival de Berlim, em 1957. A sua atualidade, entretanto, é incontornável.

12 Angry Men, Estados Unidos, Drama, 1957, 96 minutos. PB. Direção: Sidney Lumet.

Por fabricio ramos e camele queiroz, curadores

Sessão de MUROS (2015) em Vitória da Conquista, BA

De 11 a 13 de setembro, o campus da UESB em Vitória da Conquista sediará a Jornada de Fotografia e Cinema

Captura de Tela 2018-09-05 às 08.24.45

Será realizada entre os dias 11 e 13 de setembro de 2018, a Jornada de Fotografia e Cinema. MUROS (2015), dirigido por Camele Queiroz e Fabricio Ramos e com a participação do fotógrafo Rogério Ferrari, passa no dia 11.9, a partir das 19h.

No dia 12.9, Rogério Ferrari participa do evento e lança o livro “Parentes” às 19h30, na Cazazul Teatro Escola. O livro traz fotografias tiradas em comunidades indígenas na Bahia compondo um trabalho que Rogério realiza há vários anos junto aos povos e movimentos sociais em luta por terra e auto-determinação.

A programação completa, bem como os detalhes sobre inscrição nas oficinas, podem ser acessadas o site da UESB.

Segunda Sessão do CinematograFinho apresenta “Meu Vizinho Totoro”, obra do mestre da animação Hayao Miyazaki

BAHIADOC

Novidade em Salvador: Universo da infância para crianças e adultos curtirem juntos o cinema nas tardes de sábado

g3458

O universo da infância no Cinema para crianças e adultos, juntos! Essa é a novidade que propõe o CinematograFinho, mostra de filmes que acontece aos sábados, uma vez por mês, na Saladearte — Cinema do Museu, situada no Corredor da Vitória. A primeira sessão foi em agosto, com o filme “Filhos do Paraíso”, comovente drama do diretor iraniano Majid Majidi. A segunda sessão, que será no dia 15 de setembro, apresenta “Meu Vizinho Totoro”, do mestre da animação japonês Hayao Miyazaki. O filme é um lindo e poético drama sobre o poder da imaginação e sobre a nossa relação com a natureza, a família e a vida.

A iniciativa é um desdobramento do Cinematógrafo, mostra também mensal que acontece desde 2016 em Salvador, mas que é voltada para um público de jovens…

Ver o post original 614 mais palavras

Em agosto, Salvador tem fim de semana especial de cinema: Cinematógrafo (sáb, 25) e Sessão Double Bill (dom, 26)

Neste mês de agosto, dois eventos de Cinema buscam promover encontros com um público diversificado para ver os filmes e conversar sobre as relações do cinema com aspectos da vida e da arte.

BAHIADOC

Neste mês de agosto, dois eventos de Cinema buscam promover encontros com um público diversificado para ver os filmes e conversar sobre as relações do cinema com aspectos da vida e da arte.

Captura de Tela 2018-08-20 às 08.25.57

No último fim de semana de agosto, acontecem no Circuito de Cinema — Saladearte dois eventos para quem gosta de filmes e de conversar sobre cinema e suas as relações com a vida, a arte, o pensamento e a política, no sentido amplo do termo.

No sábado (25/8), às 16h30 no Cinema do Museu (Corredor da Vitória), o Cinematógrafo na Saladearte exibe “Iluminação”, filme do diretor polonês Krzysztof Zanussi, um dos expoentes da nowafala, a nouvelle vague polonesa. O filme, lançado em 1973, acompanha a educação de um jovem adulto, desde sua entrada na universidade até o doutorado, ao mesmo tempo em que acompanha sua formação interior, seu aprendizado sobre a vida, família, sexualidade e valores…

Ver o post original 349 mais palavras