Cinematógrafo homenageia Isao Takahata exibindo o dilacerante e sensível “Túmulo dos Vagalumes”

“Túmulo dos Vagalumes” completa 30 anos no ano da morte de seu diretor, que morreu em abril deste ano. O Cinematógrafo homenageia Takahata na sessão do dia 3 de novembro (sáb), às 16h30, na Saladearte Cinema do Museu.

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Em abril deste ano, o mundo da animação perdeu uma de suas mentes mais brilhantes que deixou como legado inúmeras obras que vêm marcando gerações. Isao Takahata foi um dos gênios criadores do gigante Studio Ghibli, ao lado de Hayao Miyazaki.

O Cinematógrafo apresenta o dilacerante “Túmulo dos Vagalumes”, realizando uma dupla homenagem: no ano da morte do diretor, a sessão exibe o filme que completa trinta anos em 2018.

Lançado, portanto, em 1988, “Túmulo dos Vagalumes” narra a história de duas crianças japonesas que, no fim da segunda guerra mundial, tentam desesperada e esperançosamente, sobreviver numa cidade assolada pelos constantes bombardeios aéreos e pela miséria que toda guerra traz…

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Cinematógrafo de setembro (sáb, 29) exibe “Doze Homens e uma Sentença”, de Sidney Lumet

O clássico de 1957 põe em questão a relação entre os valores que orientam o nosso ideário civilizacional e as questões sociais de fundo moral, político e psicológico. Sessão dia 29/9, às 16h30, na Saladerte — Cinema do Museu.

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Nota dos curadores: “Doze homens e uma sentença” (1957)

O que chamamos modernidade coincide, sintomaticamente, com a era das ideologias. No tempo das ideologias “é preciso decidir-se sobre o assassinato”, como refletiu Albert Camus. Não sobre o assassinato passional, individual. Mas sobre o assassinato institucionalizado, estatal, legal. Se matar passa a ter razões, inclusive razões de estado, é preciso assumir as consequências e buscar responder claramente à questão sobre o fundamento dessas razões, pois todos nós tomamos parte nela.

Em “Doze Homens e uma Sentença” (1957), o primeiro filme do profícuo diretor estadunidense Sidney Lumet, doze homens são convocados pelo Tribunal do Júri para decidir o destino de um jovem de dezoito anos, acusado de um crime hediondo: matar o próprio pai. Há uma regra básica para o veredito: os doze homens devem determinar, por unanimidade, se o jovem é culpado ou inocente. Em caso de dúvidas ou discordância entre eles, prevalecerá a presunção de inocência. Logo no início, o juiz adverte sobre a enorme responsabilidade que os jurados estão assumindo, lembrando a gravidade da pena a ser aplicada no caso de condenação: a pena de morte.

Para muito além da questão jurídica institucional que se instala à primeira vista, “Doze Homens e uma Sentença”, originalmente uma peça feita para a televisão escrita por Reginald Rose e dirigida por Franklin Schaffner (foi ao ar em 1954 nos EUA), põe em questão a relação entre os valores que orientam o nosso ideário civilizacional e as questões sociais de fundo moral, político e psicológico que atuam no nível individual e no das interações humanas. O que está em jogo quando se tem a responsabilidade de julgar o valor da vida do outro, respaldado pelo manto da legalidade e pela reivindicação de valores humanistas? No filme, amparados no discurso da responsabilidade cidadã, os jurados substanciam seus julgamentos, de forma consciente ou não, de boa vontade ou não, a partir de seus próprios preconceitos, interesses pessoais e até traumas individuais, que emergem de um substrato social e cultural carregado de racismo, xenofobia e moralismo. Cabe ao jurado 8, interpretado soberbamente por Henry Fonda, pôr em questão as certezas impensadas que resultam de automatismos apressados, e trazer para o primeiro plano a responsabilidade da reflexão para a tomada de decisões vitais em nome da sociedade.

Uma outra frente de discussão pode ser, paralelamente, acionada pelo filme: em tempos do que Tom Zé chamou de “Tribunal do Facebook”, o filme de 1957 pode ser visto em modo de analogia com a era dos ambientes digitais e os frequentes ímpetos de denuncismo, moralismo e embates políticos polarizados que grassam nas redes sociais, e que não raro descambam para dinâmicas acusatórias, de linguagem punitivista e, no limite, para linchamentos virtuais com consequências e proporções devastadoras para a vida de pessoas acusadas e lançadas ao escracho público sem qualquer possibilidade de defesa. Em casos assim, pela própria tendência amplificadora das redes sociais, inexiste qualquer parâmetro ou marco para se verificar sequer a veracidade das acusações. Esse tema se liga àquele da era das ideologias em que a razão política se converte, em certos contextos, em um esforço discursivo de negação do outro.

No âmbito propriamente cinematográfico, considerando especialmente os seus aspectos formais e dramáticos, “Doze Homens e uma Sentença” motiva boas discussões: o filme se passa quase que inteiramente no interior de uma sala e valoriza enfaticamente a performance dos atores e os diálogos entre os personagens. Estilisticamente, Lumet — sempre próximo do realismo — recorre a artifícios como o posicionamento orientado da câmera e de enquadramentos bem delimitados, para causar sensações de claustrofobia, proximidade ou distanciamento, segundo a progressão narrativa. O diretor, que realizou mais de 50 filmes ao longo de sua carreira, é considerado um grande retratista de Nova York e um dos últimos moralistas de Hollywood, cuja obra se debruça sobre temas relacionados às questões éticas e da integridade dos personagens.

“Doze Homens e uma Sentença” é um clássico, um caso raro de primeiro filme de um diretor que se torna obra-prima celebrada por críticos e cinéfilos. O filme foi indicado a três Oscars (Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro), além de ter ganhado o Leão de Ouro no Festival de Berlim, em 1957. A sua atualidade, entretanto, é incontornável.

12 Angry Men, Estados Unidos, Drama, 1957, 96 minutos. PB. Direção: Sidney Lumet.

Por fabricio ramos e camele queiroz, curadores

Sessão de MUROS (2015) em Vitória da Conquista, BA

De 11 a 13 de setembro, o campus da UESB em Vitória da Conquista sediará a Jornada de Fotografia e Cinema

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Será realizada entre os dias 11 e 13 de setembro de 2018, a Jornada de Fotografia e Cinema. MUROS (2015), dirigido por Camele Queiroz e Fabricio Ramos e com a participação do fotógrafo Rogério Ferrari, passa no dia 11.9, a partir das 19h.

No dia 12.9, Rogério Ferrari participa do evento e lança o livro “Parentes” às 19h30, na Cazazul Teatro Escola. O livro traz fotografias tiradas em comunidades indígenas na Bahia compondo um trabalho que Rogério realiza há vários anos junto aos povos e movimentos sociais em luta por terra e auto-determinação.

A programação completa, bem como os detalhes sobre inscrição nas oficinas, podem ser acessadas o site da UESB.

Segunda Sessão do CinematograFinho apresenta “Meu Vizinho Totoro”, obra do mestre da animação Hayao Miyazaki

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Novidade em Salvador: Universo da infância para crianças e adultos curtirem juntos o cinema nas tardes de sábado

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O universo da infância no Cinema para crianças e adultos, juntos! Essa é a novidade que propõe o CinematograFinho, mostra de filmes que acontece aos sábados, uma vez por mês, na Saladearte — Cinema do Museu, situada no Corredor da Vitória. A primeira sessão foi em agosto, com o filme “Filhos do Paraíso”, comovente drama do diretor iraniano Majid Majidi. A segunda sessão, que será no dia 15 de setembro, apresenta “Meu Vizinho Totoro”, do mestre da animação japonês Hayao Miyazaki. O filme é um lindo e poético drama sobre o poder da imaginação e sobre a nossa relação com a natureza, a família e a vida.

A iniciativa é um desdobramento do Cinematógrafo, mostra também mensal que acontece desde 2016 em Salvador, mas que é voltada para um público de jovens…

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Em agosto, Salvador tem fim de semana especial de cinema: Cinematógrafo (sáb, 25) e Sessão Double Bill (dom, 26)

Neste mês de agosto, dois eventos de Cinema buscam promover encontros com um público diversificado para ver os filmes e conversar sobre as relações do cinema com aspectos da vida e da arte.

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Neste mês de agosto, dois eventos de Cinema buscam promover encontros com um público diversificado para ver os filmes e conversar sobre as relações do cinema com aspectos da vida e da arte.

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No último fim de semana de agosto, acontecem no Circuito de Cinema — Saladearte dois eventos para quem gosta de filmes e de conversar sobre cinema e suas as relações com a vida, a arte, o pensamento e a política, no sentido amplo do termo.

No sábado (25/8), às 16h30 no Cinema do Museu (Corredor da Vitória), o Cinematógrafo na Saladearte exibe “Iluminação”, filme do diretor polonês Krzysztof Zanussi, um dos expoentes da nowafala, a nouvelle vague polonesa. O filme, lançado em 1973, acompanha a educação de um jovem adulto, desde sua entrada na universidade até o doutorado, ao mesmo tempo em que acompanha sua formação interior, seu aprendizado sobre a vida, família, sexualidade e valores…

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[Salvador] Cinematógrafo de agosto (sáb, 25): “Iluminacja” (Iluminação), de Krzysztof Zanussi

Cinematógrafo de agosto: “Iluminacja” (1973) acompanha a educação de um jovem adulto, desde sua entrada na universidade até o doutorado, ao mesmo tempo em que acompanha sua formação interior, seu aprendizado sobre a vida, família, sexualidade e valores morais e espirituais.

Nossa breve nota dos programadores:

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Iluminacja (1973) acompanha a educação de um jovem adulto, desde sua entrada na universidade até o doutorado, ao mesmo tempo em que acompanha sua formação interior, seu aprendizado sobre a vida, família, sexualidade e valores morais e espirituais. Duração: 87 min. — País: Polônia. (Cópia legendada em português). Sessão Dia 25 de agosto, às 16h30, na Saladearte — Cinema do Museu.

Nota dos curadores Camele Queiroz e Fabricio Ramos:

Na primeira cena de Iluminacja, filme do cineasta polonês Krzysztof Zanussi, um filósofo (Władysław Tatarkiewicz, 1886–1980) aparece discorrendo sobre o significado do termo “iluminação”, destacando os sentidos místicos do termo ao longo da história do pensamento. A cena funciona como um prólogo para a metáfora que o filme explora. Um prólogo no sentido em que Borges considerava o termo, dando-lhe uma importância particular: não uma mera apresentação, mas um instrumento para entrever o conjunto de relações que a obra mantém com o…

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Sessão “Double Bill” na Saladearte Cinema da Ufba promove reflexão sobre a utopia e o desencanto dos anos 1960

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“Paris nos Pertence”, longa de estreia de Jacques Rivette, e o documentário “Morrer aos 30 anos”, de Romain Goupil; são as atrações da sessão do dia 26 de agosto, às 10h. Um ingresso dá direito a ver os dois filmes.

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Após 50 anos, os ecos de maio de 1968 continuam a reverberar, seja como promessa utópica ou realidade desencantada. Para refletir e agregar novos olhares à questão, dois filmes e um breve bate-papo trazem de volta a atmosfera da década de 1960. Trata-se de mais uma Sessão “Double Bill”, o projeto que movimenta a Saladearte Cinema da Ufba, no domingo (26/08), a partir das 10 horas da manhã, com apoio da Cinemateca da Embaixada da França, no Rio de Janeiro.

No programa, um dos filmes inaugurais do movimento cinematográfico conhecido como Nouvelle Vague, “Paris nos Pertence”, primeiro longa de Jacques Rivette. Completa a sessão, um dos mais contundentes retratos geracionais…

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Primeira sessão do CinematograFinho exibe “Filhos do Paraíso”. Dia 11/8 (sábado), na Saladearte Cinema do Museu

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No próximo dia 11 de agosto, às 16h30, o CinematograFinho na Saladearte – Cinema do Museu exibe o filme: “Filhos do Paraíso”. A classificação etária é livre e a versão é legendada especialmente para facilitar a leitura por parte das crianças. Ingressos à venda no local (o Cinema do Museu fica no Corredor da Vitória).

O Cinematografinho exibirá filmes que tematizam o universo infantil e/ou valorizem o olhar e o protagonismo de crianças, mas que sejam interessantes tanto para adultos, quanto para jovens e crianças.

O premiado filme iraniano “Filhos do Paraíso” (, nos conta a história de dois irmãos, Ali e Zahra, provenientes de uma família humilde de Teerã. Ali, um garoto de nove anos, leva ao sapateiro o par de sapatos velho da sua irmã mais nova Zahra, para reparos, mas o perde no caminho de casa. O detalhe: o sapatinho perdido é o único de Zahra. A…

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CinematograFinho: o universo da infância para crianças e adultos

Salvador ganha um novo programa de cinema nas tardes de sábado. A ideia é unir crianças e adultos através de filmes que falem a todos.

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g3545O cinema e o universo da infância sob o olhar tanto de adultos quanto de crianças, juntos! É o que propõe o CinematograFinho, mostra de filmes com sessões mensais, fruto da parceria entre o Circuito Saladearte, o Cinematógrafo e a Escola Via Magia.

A iniciativa, de certa forma, é um desdobramento do Cinematógrafo, mostra mensal que já acontece desde 2016 em Salvador, mas que é voltada para um público de jovens e adultos, e cuja curadoria é dos cineastas e pesquisadores Camele Queiroz e Fabricio Ramos. Para Camele, a experiência do Cinematógrafo inspirou o CinematograFinho.

O Circuito Saladearte, parceiro do Cinematógrafo, propôs a nova ação e busca envolver escolas que valorizam a arte como vivência formadora para pensar o formato da mostra, sempre aberto às dinâmicas que o desafio de reunir crianças e adultos num mesmo ambiente e em torno de uma mesma atividade colocam. Assim entrou a Escola Via…

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