montagem e a criação da ideia

Segundo Marcel Martin, a criação da ideia é a função mais importante da montagem, e em seguida cita Pudovkin: “… não devemos nos contentar em observar passivamente a realidade. É preciso tentar enxergar muitas outras não perceptíveis a qualquer um. (…)”.

Em 1927, Eisenstein declarou a sua intenção de filmar O Capital, de Marx. Tal desafio, nunca concretizado, comprova o considerável aspecto ideológico que se pode imprimir à obra cinematográfica – quando, claro, há tal intenção.

Interessa-nos aqui a opinião de Bela Balazs (Lé cinéma, p. 154):

“O diretor não faz mais do que fotografar a realidade… mas é aí que ele decupa um sentido, qualquer que seja. Suas imagens são a realidade, é inegável. Mas sua montagem lhes dá um sentido, que pode ser verdadeiro ou falso. A montagem não mostra a realidade, mas inevitavelmente a ‘verdade’ ou a mentira.”

A montagem é também criadora do espaço e do ritmo, enquanto definidora da duração. Sobretudo no caso documental, a montagem revela a compreensão do diretor sobre o sujeito (fato ou ideia) de seu registro.

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