nota: “La lengua de las mariposas”

La lengua de las mariposas‘ (Espanha, 1999. Direção de José Luis Cuerda.)

‘A liberdade estimula o espírito dos homens fortes’, argumenta o velho e contemplativo professor de Moncho perante um padre que o acusa de ‘corromper’ as crianças com idéias libertárias que estimulam a autodeterminação, às vésperas da guerra civil espanhola.

Moncho, o menino que ia ser coroinha da Igreja, descobre um mundo inteiro de milagres e conflitos quando passa a freqüentar a escola. Fora do seu círculo familiar, através do convívio com os colegas e com seu professor desencantado – embora humanista e leal – vivencia descobertas perturbadoras em meio ao peso do conservadorismo que o rodeia.

O início de um menino da província, seu olhar e as implicações íntimas do contexto em que vive: a conformação social, a influência da família, crenças religiosas e políticas e a renúncia de tudo o que é proibido – um estado de coisas que deságuam no conflito, e que mutila a inocência.

Filme encantador em meio aos ódios e tiranias, a inocência perdida e a dignidade humana, que insinua uma atmosfera a um só tempo realista e próxima da fábula, cuja síntese se manifesta na poderosa e inesquecível cena final e na frase do professor, que traz em si todo o incalculável valor da liberdade e a história humana de lutas: “Si conseguimos que una generación, una sóla generación, crezca libre en España, ya nadie les podrá arrancar nunca la libertad”.

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