nota: Avi Mograbi e o documentário

Captura de tela 2013-04-22 às 21.12.05

“Vingue tudo, mas deixe um de meu olhos”, de Avi Mograbi

Perguntaram a Avi Mograbi a razão dele recorrer ao documentário, e não à ficção, para interpelar seu país, Israel, sobre a política dominante em relação aos palestinos. O cineasta respondeu, referindo-se ao seu filme Vingue tudo, mas deixe um de meus olhos (2005), mas indo além dele:

Não vejo interesse em recriar em ficção o que tenho à mão como realidade. No filme, há situações que eu não acreditaria ser capaz de imaginar sentado diante de uma folha branca. Em meus outros documentários, havia uma parte de ficção. Aliás, o projeto de intenção do filme compreendia sequências ficcionais. Mas decidi não incluí-las, porque o documentário era tão forte que bastava a si mesmo. Eu deixo o filme me guiar e não meu projeto guiar o filme.*

Uma breve definição da especificidade do método documental.

* Citado no livro documentário – um outro cinema, de Guy Gauthier, que extraiu a citação do sítio http://www.nord-palestine.org/

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