nota: a fotografia participante de Valdemar Lima

“A luz não é o elemento único da fotografia de um filme, porém representa sua base. Uma fotografia que se proponha ser participante, participante da realidade brasileira, tem de, como condição básica, absorver e exprimir nossa luz.”

Valdemar Lima [in: Em busca de uma fotografia participante].

Captura de tela 2013-04-23 às 21.25.57

o céu “estourado” da caatinga em Deus e o Diabo

Valdemar Lima dirigiu a fotografia de Deus e o Diabo na Terra do Sol,  experimentando, não sem duros enfrentamentos com certos farmacêuticos da gramática cinematográfica, a participação e integração total da fotografia no tema do filme, omitindo qualquer forma de beleza especificamente fotográfica.  Sobre a textura plástica de Deus e o Diabo, Glauber escreveu: “do ponto de vista artístico destaco Waldemar Lima como meu colaborador na criação plástica do filme. Usando a câmera na mão em quase todas as sequências, e dispensando a luz de rebatedores e refletores, assim como filtros, este jovem iluminador impôs um sentido ideológico em sua fotografia, despojando-a de efeitos vazios e carregando os tons na mais violenta dramaticidade.”

Para Valdemar, o fotógrafo cinematográfico deve ser participativo e, juntamente com o diretor do filme, compor uma fotografia levando em consideração a luz da região e do drama.

No campo documental, creio, a fotografia ocupa um lugar decisivo na construção das relações que determinam o filme: a luz é um testemunho.

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