consumindo imagens ou sendo por elas consumidos?

Captura de tela 2013-05-31 às 13.37.38

Susan Sontag

“Uma sociedade capitalista requer uma cultura com base em imagens. Precisa fornecer grande quantidade de entretenimento a fim de estimular o consumo e anestesiar as feridas de classe, de raça e de sexo. E precisa reunir uma quantidade ilimitada de informações para melhor explorar as reservas naturais, aumentar a produtividade, manter a ordem, fazer a guerra, dar empregos a burocratas. As faculdades geminadas da câmera, subjetivizar a realidade e objetificá-la, servem idealmente a essas necessidades e as reforçam. As câmeras definem a realidade de duas maneiras essenciais para o funcionamento de uma sociedade industrial avançada: como um espetáculo (para as massas) e como um objeto de vigilância (para os governantes). A produção de imagens também supre uma ideologia dominante. A mudança social é substituída por uma mudança em imagens. A liberdade de consumir uma pluralidade de imagens e de bens é equiparada à liberdade em si. O estreitamente da livre escolha política para liberar o consumo econômico requer a produção e o consumo ilimitados de imagens.”

Susan Sontag, em “Sobre Fotografia” (1977). No livro, Sontag diz que, nas sociedades industrializadas e consumistas, teremos “de suspender as certezas sobre o que é realidade e o que é imagem”.
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