Em Salvador, Valdenir Munduruku falou sobre a violência do Estado contra povos indígenas

Em breve conversa gravada para o Bahiadoc, Valdenir Munduruku fala sobre a violência do Estado contra povos indígenas

No vídeo (em trecho retirado de vídeo no canal do Ocupa Belém no Youtube), Valdenir rasga a ordem judicial de reintegração de posse do canteiro de obras da Usina de Belo Monte, ocupado pelos indígenas.

Valdenir Munduruku é liderança indígena que ocupou, com outros 150 índios, o canteiro de obras de ‪#Belo Monte‬ por duas vezes, a última vez em maio deste ano, para reivindicar atenção do Governo Federal e o respeito pelos direitos indígenas. O Governo Federal tem promovido o terror contra os indígenas através de operações policiais homicidas, mas os índios resistem, lutando por seus direitos, reivindicando a abertura do diálogo com o Governo Federal e abrindo frentes através de organismos da sociedade civil.

Ontem (29 de julho de 2013), Valdenir Munduruku esteve na UFBA (São Lázaro), para denunciar a violência da Operação Eldorado, que ocorreu em 2012, realizada pela Polícia Federal e pela Força Nacional, sob acompanhamento da FUNAI. O ataque do Estado resultou no assassinato do indígena Adenilson Kirixi e na destruição da aldeia Teles Pires, povo Munduruku, que vive na divisa do Pará com o Mato Grosso.

O povo Munduruku se posiciona firmemente contra qualquer empreendimento envolvendo o Complexo Hidrelétrico em suas terras já demarcadas ou tradicionalmente ocupadas, assim como confrontam os riscos de devastação da região se empresas mineradoras forem autorizadas a explorar a região.

Relato sobre a ação da Polícia Federal e da Força Nacional na aldeia Munduruku no sítio Brasil de Fato, em 2012: “Com registros em vídeos, Mundukuru denunciam ataque da PF que resultou na morte de liderança” http://www.brasildefato.com.br/node/11236

“COM VANDALISMO” (jun/2013) l documentário completo

Documentário registra a “linha de frente” dos confrontos de junho em Fortaleza para mostrar as motivações dos atos de desobediência civil.

“SEM VANDALISMO!” repetiam gritando parte dos manifestantes que ocuparam as ruas de Fortaleza. Mas na multidão das manifestações, que explodiram no Brasil em junho de 2013, outros grupos empregaram métodos mais diretos. Taxados de “vândalos”, foram criminalizados por parte da grande mídia, antes mesmo de serem ouvidos. Este documentário vai à “linha de frente” para registrar os confrontos e entrevistar os manifestantes para mostrar as motivações dos atos de desobediência civil.” (Texto retirado da descrição do vídeo no Youtube).

Documentário – 70min – junho de 2013 – COPYLEFT
Nigéria – http://www.facebook.com/nigeriafilmes / e-mail: contatonigeria@gmail.com

conversa com Carlos Pronzato: cinema, autonomia e autogestão

Como parte do projeto Canal Bahiadoc, gravamos uma conversa com Carlos Pronzato, realizador de muitos filmes cujas temáticas se relacionam estreitamente com as lutas sociais e os contextos políticos do Brasil e da Bahia, e também da América Latina, transitando entre o vídeoativismo e o documentário histórico e cultural, sempre a partir de um recorte de amplo olhar político. O cineasta comenta sobre as suas motivações, seus métodos, suas percepções políticas e sobre contextos do audiovisual na Bahia.

Subvertendo a lógica dominante de distribuição audiovisual (por necessidade e pela característica de seu trabalho), Pronzato alcança um público vasto, porém não catalogado apenas em salas de cinema (costuma ele mesmo vender seus filmes em DVD, além de, em várias ocasiões e lugares, encontrar ou tomar conhecimento da difusão de seus trabalhos). O seu cinema autogestionado, embora lhe traga, por um lado, diversas dificuldades estruturais, lhe possibilita, por outro, plena liberdade na escolha e abordagem de seus temas, além de tornar possível uma dinâmica de produção ágil e diferenciada.

Pronzato mantém o blog La mestiza Audiovisual, onde se pode conferir toda a produção do cineasta, com informações sobre cada filme e com orientações para aquisição de suas obras: http://lamestizaaudiovisual.blogspot.com.br/

No espaço do Canal Bahiadoc pode-se acessar os webdocs anteriores e saber mais sobre o projeto: www.bahiadoc.com.br/canalbahiadoc