[crowdfunding] cartaz do projeto “As Cruzes e os Credos”

CARTAZ CREDOS

Você pode apoiar o projeto. Todas as informações no Blog: http://ascruzeseoscredos.wordpress.com/

Iniciativa de apoio ao nosso curta “As Cruzes e os Credos”. Participe!

Eu (Fabricio Ramos) e Camele Queiroz convidamos os amigos (conhecidos e não conhecidos) a apoiarem parcialmente a viabilização do curta “As Cruzes e os Credos”,  através de cota de patrocínio de valor fixo: R$ 20,00. Nós, realizadores, já contamos com apoio para a filmagem, com hospedagem solidária e outras estruturas, restando apenas aportar recursos para custear parcialmente a nossa viagem a Ilhéus. Este é o propósito desta iniciativa. Apoiar o projeto é apoiar a reflexão acerca de nossa cultura e história (veja a contrapartida prática e instruções gerais mais abaixo). Temos uma página no Facebook para marcar a participação como “Evento”. As colaborações podem ser feitas até 20/11. No vídeo abaixo, eu resumo a ideia do projeto:

O QUÊ APOIAR:
Projeto de curta documental (20min) com título provisório “As cruzes e os credos”, com concepção e direção de Fabricio Ramos e Camele Queiroz.

RESUMO DO PROJETO: Em 2003, em Ilhéus, Fabricio Ramos realizou um curta que propunha uma reflexão sobre nossas relações entre o Sagrado, o místico, a História e a Política, a partir de dois eventos que marcaram a cidade de Ilhéus: a morte, em dias imediatamente consecutivos, de dois ícones religiosos, um da Igreja católica, outro do Candomblé, um de “morte morrida”, outro de “morte matada”. A ideia é voltar a Ilhéus e fazer outro filme resgatando a memória desses eventos, aproximando-se dos conflitos e interações que marcam as relações de nossa mística de raiz afroíndia e de nossa mística cristã de raiz europeia colonizadora.

RESUMO DO CONTEXTO: Nos dias 13 e 14 de fevereiro de 2003, morreram em Ilhéus respectivamente Pedro Farias, o babalorixá Pai Pedro, assassinado na porta de sua residência/terreiro, no Bairro do Basílio; e o Bispo Emérito da cidade, Dom Valfredo Tepe, que morreu “enquanto dormia”. Ambos eram muito queridos na cidade de Ilhéus, em todas as camadas sociais, sobretudo nas camadas populares. Em Ilhéus, conversaremos com o Padre Nildemar e com o Padre Cristo, ambos amigos tanto de Pai Pedro quanto de Dom Tepe. Visitaremos o terreiro de Pai Pedro, conversaremos com moradores do Basílio (bairro cujo um fundadores foi Pai Pedro), e visitaremos também o Kàwé – Núcleo de Estudos Afro-Baianos Regionais, da UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus.

POR QUE APOIAR:
A comoção popular foi muito grande na cidade: tanto Pai Pedro quanto Dom Tepe gozavam de imenso prestígio. Contudo, somente Dom Tepe contou com cortejo em carros de bombeiros e com decreto de três dias de luto oficial por parte da prefeitura. A Lavagem da catedral de São Sebastião, feita por adeptos do Candomblé, encontra as portas da Igreja fechadas, porque esta considera pagã a manifestação. Quando os eventos aconteceram, Fabricio Ramos morava em Itabuna e estudava na UESC, em Ilhéus, e filmou um curta a partir da repercussão das mortes de Pai Pedro e Dom Tepe. Durante o processo de filmagem e nas conversas com padres, filhos de santo e moradores de Ilhéus, Fabricio notou uma certa marginalização do Candomblé quando confrontado com a oficialidade dedicada à Igreja Católica, manifestada nos funerais dos representantes religiosos. Tais conflitos e interações levantam amplas reflexões que remetem a nossa relação com o sagrado em suas perspectivas religiosas, históricas e também políticas. É um tema potente que, a partir de Ilhéus e resgatando a história recente da cidade, pode comunicar com o Brasil inteiro. Nós, realizadores, já contamos com apoio para a filmagem, com hospedagem solidária e outras estruturas, restando apenas aportar recursos para custear parcialmente a nossa viagem a Ilhéus. Este é o propósito desta iniciativa. Apoiar o projeto é apoiar a reflexão acerca de nossa cultura e história (veja a contrapartida prática mais abaixo).

COMO APOIAR:
As cotas de patrocínio são fixadas no valor de R$ 20,00 (vinte reais) por pessoa (sendo livre o aporte de outros valores). Para apoiar basta clicar em “participar do evento”, fazer o depósito ou transferência de sua cota de patrocínio na seguinte conta:

Banco do Brasil
Agência: 2799-5
Conta Corrente: 19392-5

E enviar email para contato@bahiadoc.com.br com o assunto [apoio ao curta], indicando nome completo e dados de contato nas redes para que possamos manter contato, incluir o agradecimento no filme e convidar o apoiador para as sessões de exibição especial.

CONTRAPARTIDAS PELO APOIO:
As contrapartidas são: inclusão do nome do apoiador nos créditos de agradecimento do filme; convite para exibições especiais com a presença dos realizadores para debate, críticas e conversa; uma cópia do filme em DVD, com estojo e capa personalizados (este último, caso alcancemos a meta de patrocínio). E, além de tudo, a nossa eterna gratidão e solicitude para intercâmbios.

META:
A nossa meta é alcançar, através dos patrocínios individuais, o valor de R$ 1.200,00 (Mil e duzentos reais) que serão aplicados em despesas com a viagem de Salvador a Ilhéus: transporte, combustível, logísticas básicas.

Para tirar qualquer dúvida ou enviar sugestões, entre em contato com Fabricio Ramos através do Facebook, ou do perfil do Bahiadoc Arte Documento, ou ainda pelo email: fabricio@bahiadoc.com.br

“La Danse de la réalité” : sagrado Jodorowsky

Jodorowsky Presentación de La Danza de la Realidad en Montreal.

(J. faz isso porque, com sensível coerência, é o que faz:)

[vimeo https://vimeo.com/77435018 w=570&h=320]

Documentário Hera no Festival InVerso

Festival de Arte e Cultura em Feira de Santana exibirá o doc “hera” (2012)

Captura de tela 2013-10-17 às 23.19.57No próximo 23 de outubro em Feira de Santana/Ba, o Festival InVerso de Arte e Cultura, promovido pela DiaboA4 Editora e pelo Feira Coletivo Cultural, vai exibir o documentário Hera, realização independente do Bahiadoc – Arte Documento, dirigida por Fabricio Ramos e Camele Queiroz, que traz conversas com poetas baianos fundadores da revista literária Hera, que marcou a cena cultural na Bahia. Mais sobre o doc: http://www.hera.bahiadoc.com.br/

TRAILER DO DOC

[vimeo https://vimeo.com/39518201 w=570&h=320]

SOBRE O FESTIVAL

Em sua primeira edição, o Festival InVerso traz como tema central a reflexão sobre a vida urbana a partir de um olhar sobre Feira de Santana, promovendo uma série de atividades artísticas que acontecerão ao longo de 3 dias (23,24 e 25 de outubro de 2013) no Museu de Arte Contemporânea (MAC). Além da exibição do documentário “hera”, a programação traz oficinas artísticas, exposição com os cartazes dos eventos realizados pelo Feira Coletivo Cultural nos seus 5 anos de atuação na cidade, apresentações de dança com a Trupe Mandhala, shows com bandas locais, bem como a abertura da exposição fotográfica e o lançamento da antologia de poemas Cidade, fotógrafos e poetas da região de Feira de Santana com trabalhos inéditos sobre suas experiências na urbe.

Evento no Facebook e programação completa: https://www.facebook.com/events/372923662839348/?ref=22

O “caboclo” é mais inteligente do que os paternalistas…

Nota

Captura de tela 2013-10-15 às 09.42.33Nota de Glauber Rocha, de 1969:

Milagres é uma cidade aberta ao cinema. Entre o amor e o cangaço, Os fuzis, Tropici, O dragão da maldade contra o santo guerreiro foram filmados em Milagres. Roberto Farias, Eduardo Coutinho, Walter Lima Junior e Leon Hirszman irão este ano a Milagres para rodar quatro filmes. Milagres fica perto de Salvador, população pobre e esquecida…

Um jovem camponês se aproxima do fotógrafo de O dragão da maldade e diz, antes que ele faça a leitura da luz: “2,8 senhor. A esta hora se a ‘máquina’ está aqui e o sol lá embaixo, é 2,8. Eu já observei isso em outros filmes…”. A partir deste dia, o “caboclo” foi nomeado assistente de câmera. O “caboclo” é mais inteligente do que os paternalistas…

Trailer do registro da viagem dos vaqueiros da Bahia a Brasília

[vimeo https://vimeo.com/76280460 w=570&h=320]

À convite do antropólogo Washington Queiroz, que há mais de trinta anos pesquisa e luta em favor do reconhecimento da cultura sertaneja, eu e Camele Queiroz (Bahiadoc) acompanhamos a comitiva de vaqueiros baianos que viajou, de ônibus, para Brasília, a fim de testemunhar, no Plenário do Senado, a votação do Projeto de Lei que dispõe sobre a regulamentação da profissão de vaqueiro no país. Realizamos um registro audiovisual que documenta a viagem e serve de memória, sobretudo para os vaqueiros baianos que representaram os vaqueiros de todo o país. Acima, a prévia do filme.

Sobre a lei, ouvi um proprietário rural que emprega vaqueiro dizer: “não vou mudar nada”. Respondi: “mas os vaqueiros vão mudar”. O sentimento de mais de 140 vaqueiros que foram a Brasília era de orgulho e sentido de luta por seus direitos e pelo reconhecimento simbólico de sua cultura, seus saberes e fazeres, de sua identidade, de sua mitologia. Gente de fibra, que conta com alegria (o nosso sentimento mais profundo) as tragédias que marcam as suas histórias do sertão e da caatinga.

Ouvimos histórias de muitos vaqueiros que vivem nas regiões mais precárias do sertão e da caatinga. As histórias revelam coragem e fé, mas também realidades graves. Vaqueiros que perderam filhos e pais, ou que morreram devido a erros médicos ou à falta de vagas em hospitais para tratamentos básicos, são algumas histórias que os vaqueiros contam atribuindo os destinos trágicos a Deus. Mas foram conversas em off, o propósito do filme foi outro, embora, de minha parte, não consigo descolar a existência do vaqueiro da do latifúndio, da exploração e da dominação social e política. Figuras humanas admiráveis, os vaqueiros.

Doc “Profissão de Vaqueiro” registra a viagem de vaqueiros da Bahia a Brasília

Filmamos a viagem dos vaqueiros da Bahia a Brasília para acompanharem – no Plenário do Senado, todos encourados – a votação do Projeto de Lei que dispõe sobre o reconhecimento da profissão de vaqueiro.

Vaqueiros CRTAZ arte 3 def

O projeto foi aprovado no Senado no dia 24 de setembro de 2013, e encaminhado para sanção da Presidente da República. O doc foi gravado entre os dias 22 e 25 de setembro, durante a viagem de ônibus de Salvador até Brasília e durante a visita dos vaqueiros a Igreja Matriz e ao Plenário do Senado Federal.

Profissão de Vaqueiro resultou, portanto, de nossa parceria com o antropólogo Washington Queiroz, articulador da viagem, que se dedica há mais de trinta anos à pesquisa da cultura sertaneja e à luta dos vaqueiros por reconhecimento simbólico e profissional.

Como realizadores, eu e Camele Queiroz pudemos prosear com os vaqueiros durante a viagem e conhecer um pouco de suas vidas. A história de vários deles, sobretudo daqueles que vivem nas regiões mais precárias do sertão e da caatinga, revela muita coragem e fé, mas também realidades sociais dramáticas, injustas e muito graves, marcadas pela desigualdade e pela exploração históricas. O documentário não resume a história dos vaqueiros, nem a isso se propõe: apresenta a memória filmada dessa viagem que os vaqueiros fizeram para testemunhar um momento histórico no país, que é parte de um processo de reconhecimento do vasto patrimônio cultural do sertanejo.

Em breve, disponibilizaremos o doc na íntegra através da internet. No Blog do Bahiadoc tem uma matéria um pouco mais detalhada sobre a viagem, ilustrada com frames do doc: acesse aqui.