Camille Paglia e Nicole Brenez – controvérsias: Arte, Star Wars, internet e arqueologia do cinema

Captura de Tela 2015-01-14 às 12.59.12Interessante. Camille Paglia é controversa intelectual “ganhou notoriedade analisando as representações da arte na cultura ocidental e suas inevitáveis associações com política, sexo, religião e sociedade”, e que se diz também preocupada em “absorver a história completa do cinema”. Paglia diz que ‘Star Wars’ é a última obra-prima da História da Arte (entrevista a O Globo, out/2014).

Já Nicole Brenez, que tem sido reconhecida como uma das vozes mais influentes da cinefilia contemporânea, considera Star Wars “péssimo”. São dela, Nicole, as palavras:

“É um dos casos mais estranhos da história do cinema é George Lucas. Porque ele fez uma obra-prima absoluta, THX 1138, que é um dos filmes mais maravilhosos e radicais de todos os tempos; o filme mais visionário, crítico, plasticamente e formalmente perfeito de todos os tempos. E então, ele também foi aquele que matou toda a criatividade dos anos 1970 fazendo Star Wars e outros filmes péssimos. Me pergunto como ele lida com sua própria consciência, sendo a melhor e pior coisa que já aconteceu em Hollywood. Evidentemente, THX 1138 foi feito de forma independente, com a energia criada por Coppola para inventar maneiras economicamente independentes de criar filmes. De qualquer forma, é bastante estranho: como você pode fazer Star Wars depois de fazer aquilo?”

(Em entrevista ao site Cinética, em fev/2014).

Arqueologia cinematográfica

Interessante também notar a relação da produção de cinema que acontece de todas as formas na internet com o pensamento das duas controversas críticas.

Camille: “Adoro o YouTube e uso o site para assistir a clipes novos e antigos, além de virais feitos por jovens engenhosos do mundo inteiro”.

Nicole: “Hoje, acho que a principal tarefa de um historiador do cinema, talvez a mais emocionante e exigente, é tentar ver o que está realmente acontecendo na internet”, comenta ela, pensando no cinema direto político que se manifestou na difusão de imagens da Primavera Árabe, por exemplo, com formas estilísticas desconhecidas. E completa “Eu tenho certeza que existem tesouros cinematográficos que aparecem na internet todos os dias, em todos os lugares”, criticando que 99,9 % da análise fílmica é dedicada a filmes do circuito comercial e, por isso, defendendo uma arqueologia de tesouros voltada para a produção que encontra na internet a sua vazão.

Interessante o que nos reserva o século 21 que, aliás, precisa começar logo…

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s