MUROS em Fortaleza pela 4ª Mostra Cultura do Cinema Brasileiro

Captura de Tela 2016-05-18 às 20.31.07MUROS (25min, 2015), dirigido por Camele Queiroz e Fabricio Ramos, participa da 4a Mostra Cultura de Cinema Brasileiro, que acontece de 20 a 22 de maio na Livraria Cultura de Fortaleza.

A Mostra, cuja proposta é celebrar o audiovisual brasileiro, não é competitiva, mas estimula o voto popular para eleger os “Favoritos da Mostra Cultura 2016″. Ao final de cada sessão, o público atribuirá uma nota a cada filme visto. Os cinco mais votados serão divulgados no dia 23 de maio no blog e nas redes sociais do evento.

Segundo os organizadores, esse ano a curadoria recebeu 290 curtas-metragens nacionais, número recorde desde a primeira edição do evento. Foram selecionados 30 filmes que representam 12 estados brasileiros: Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.

MUROS passa no dia 22 de maio (domingo), às 15h30, no PANORAMA BRASIL 3. A programação completa pode ser acessada no site da Mostra.

Acompanhe os caminhos do MUROS no blog do curta.

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Sete perguntas sobre a mostra Cine Odé – Cinema no Terreiro

BAHIADOC

Reproduzimos abaixo a entrevista, feita por Felipe Ferreira para o site CinemAção, com os realizadores e curadores do Cine Odé – Cinema no Terreiro, Camele Queiroz e Fabricio Ramos. A entrevista, publicada originalmente naquele site no dia 14 de abril de 2016, aborda as experiências de Fabricio e Camele com o Terreiro, reflete sobre a intolerância religiosa e outros temas ligados ao Cinema e mesmo à Política. As respostas foram elaboradas conjuntamente pelos curadores e enviadas ao site CinemAção por email.

A ENTREVISTA

1. O “Cine Odé – Cinema no Terreiro” é um projeto que une a cultura cineclubista à um resgate histórico e autoafirmativo do candomblé. Essa intertextualidade entre o cinema e a fé ancestral entre Brasil e África colabora na quebra do imaginário e dos preconceitos que cercam essa religiosidade?

Captura de Tela 2016-05-09 às 19.24.19 Conversas após as sessões são marcadas pela ampla participação do público.

O cinema é expressão também de nossa cultura. Se olharmos com atenção…

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Cine Odé – Cinema no Terreiro: a programação de MAIO exibe o filme “Orí”, de Raquel Gerber

BAHIADOC

MAIO cine odéEm MAIO, as sessões do Cine Odé – Cinema no Terreiro, no Terreiro de Odé em Ilhéus/Ba, acontecem nos dias 28/5 e 29/5 (sábado e domingo, respectivamente), sempre às 17h. O Terreiro de Odé, fundado por Pai Pedro Faria, fica no Bairro Alto do Basílio. A mostra, que começou em janeiro e vai até junho, tem a  proposta de tornar o Terreiro de Odé um espaço cultural voltado para o cinema, com sessões mensais gratuitas que estimulam a valorização e o conhecimento das culturas religiosas brasileiras de matrizes africanas e indígenas. Saiba mais sobre o contexto do Cine Odé no Terreiro fundado por Pedro Faria: Clique aqui. Acompanhe pela página da Mostra no Facebook: Clique aqui.

Os realizadores e curadores da mostra são Fabrício Ramos e Camele Queiroz, cineastas independentes baianos que escolheram exibir uma ampla e diversificada cinematografia baiana e brasileira, que inclui…

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nota sobre “Cavalo Dinheiro”, filme de Pedro Costa

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“Cavalo Dinheiro” (2014) é esteticamente belo e politicamente forte. Mas me incomodou significativamente uma melancolia excessivamente europeia transposta para pessoas que vivem em um Portugal que quer remeter à África para pensar-se a si mesmo como país (e pensar o país de outra forma seria impossível, creio). Faço essa ressalva sobre um filme potente e difícil que aborda, no interior da melancolia de Ventura e Vitalina, a guerra colonial, a revolução dos Cravos, a descolonização e os traumas políticos e sociais portugueses e, sutilmente através dos personagens, os caboverdianos. Desenvolvo a ressalva:

Ventura, um trabalhador imigrante oriundo do insular Cabo Verde, só por ser Ventura, sabendo-se, portanto, um sujeito real, um “não-ator” vindo de outros filmes realidades de Costa e, mais ainda, sabendo-se protagonista de um filme de um diretor relevante, já teria força suficiente para subverter essa melancolia monotônica encenada com um rigor formal admirável de luz e sombras, gritos e sussurros, pausas e tensões.

Até mesmo a musicalidade aparece na forma de breve inserções conflituosas, interrompidas, exceto no clip em que pessoas de Fontainhas aparecem em suas casas fotograficamente (a música é “Alto Cutelo”, de Os Tubarões, grupo de Cabo Verde). Sinto, portanto, que faltou a ousadia de dimensionar na performance de Ventura a trágica dimensão da alegria desventurada de tanta gente como ele: imigrantes, africanos, trabalhadores, que não são amigos de Pedro Costa numa relação mediada pelo cinema.

Não se trata de uma crítica que faço ao filme, mas de um anseio que a trajetória de Pedro Costa me inspirou. Ele mesmo disse, quando ganhou o prêmio de melhor realizador no 67.ª edição do Festival de Locarno, na Suíça, que não se trata de “um filme de ruínas”, e realmente não é. O rigor pictórico e a dramaturgia seca de Ventura, assim como o desfecho afirmativo, elevam o filme a uma experiência de impacto que transcende o recorte histórico em que ele se apoia.

Mas afinal, o grau de formalismo, seja de ritmo ou de fotografia, temático ou (não)narrativo, poderia fazer exigências mais potentes para explorar as especificidades de um cinema tão bonito e de uma amizade revolucionária para o cinema – a de Ventura e Pedro Costa. Por isso a minha ressalva mais pessoal do que crítica. Por isso a minha sensação de que, como diria Nietzsche, a alegria é mais profunda do que a dor: a tragédia de Ventura supera a melancolia que quer, através da arte, redimir parte da Europa – e do ocidente – de suas próprias catástrofes históricas.

A sessão de abril do Cine Odé emocionou o público

BAHIADOC

Captura de Tela 2016-05-09 às 19.40.10A Mostra de filmes Cine Odé – Cinema no Terreiro realizou neste mês de abril sua quarta edição mensal. A mostra, cuja proposta é tornar o Terreiro de Odé – que se situa no Alto do Basílio, em Ilhéus – em um espaço cultural voltado para o cinema, começou em janeiro e vai até junho. A próxima edição, a de MAIO, acontecerá nos dias 28/5 e 29/5. Os filmes serão divulgados nos próximos dias.

Em abril, as sessões aconteceram nos dias 30 de abril (sábado) e 1 de maio (domingo), apresentando os filmes “Mestres da Cura”, filme coletivo do Projeto Alecrim; “A Boca do Mundo – Exu no Candomblé”, de Eliane Coster, e o consagrado longa “O Pagador de Promessas”, escrito e dirigido por Anselmo Duarte e baseado na peça de Dias Gomes. Foi a sessão mais marcante. O filme emocionou os presentes e revelou…

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