Sobre fabricio ramos

um processo...

“Quarto Camarim” em BH: filme participa da 4ª Mostra de Cinema Feminista entre 08 e 16 de março

Nosso filme “Quarto Camarim” participa da 4ª Mostra de Cinema Feminista, que acontece em Belo Horizonte de 08 a 16 de março de 2018. A Mostra, que apresenta uma programação diversificada que reúne longas e curtas brasileiros e de outros países, acontece no Sesc Palladium. A sessão de “Quarto Camarim” será no dia 11 de março (dom), às 19h.

Quarto Camarim

Captura de Tela 2018-02-22 às 12.06.58

“Quarto Camarim” participada da 4ª Mostra de Cinema Feminista, que acontece em Belo Horizonte de 08 a 16 de março de 2018.  A Mostra, que apresenta uma programação diversificada que reúne longas e curtas brasileiros e de outros países, acontece no Sesc Palladium. A sessão de “Quarto Camarim” será no dia 11 de março (dom), às 19h.

A programação completa da 4ª Mostra de Cinema Feminista pode ser conferida no site da mostra e também na respectiva página do Facebook.

Finalizado em 2017, “Quarto Camarim” é o primeiro longa-metragem dos diretores Camele Queiroz e Fabricio Ramos. O filme, por meio de uma abordagem documental, mostra o reencontro, depois de vinte e sete anos, entre uma sobrinha, que é a própria diretora, e a sua tia, com quem não manteve nenhum contato desde a sua infância. Sua tia se chama Luma, é travesti, trabalha como cabeleireira e vive em São…

Ver o post original 109 mais palavras

Anúncios

Cinematógrafo na Saladearte de fevereiro (sáb, 24) exibe “Como na Canção dos Beatles: Norwegian Wood” (2010)

Obra de forte expressão poética constrói uma história de amor em torno da tragédia e da sexualidade como dimensões da vida. O Cinematógrafo exibe filmes mensalmente, na Saladearte Cinema do Museu (Corredor da Vitória, Ssa), sempre no último sábado do mês, às 16h30. As sessões são seguidas de conversas ao pé da mangueira, com café e cerveja à venda.

Captura de Tela 2018-02-14 às 12.35.43

Nota dos curadores do Cinematógrafo sobre o filme do próximo sábado:

Música, literatura e cinema: uma célebre canção dos Beatles empresta seu nome ao best-seller do escritor japonês Haruki Murakami, obra que o diretor franco-vietnamita Tran Anh Hung adapta para o cinema. Norwegian Wood (traduzido no Brasil como ‘Como na Canção dos Beatles: Norwegian Wood’), lançado em 2010, foi indicado ao Leão de Ouro no Festival de Veneza daquele ano e, desde então, vem causando impressões controversas na crítica e no público.

Se a proposta do Cinematógrafo na Saladearte é ensejar boas conversas sobre as relações do cinema com a vida e com as outras artes, Norwegian Wood nos oferece um leque exuberante de motivos: se leitores de Murakami questionam a força dramática da adaptação cinematográfica da obra literária, cabe aos amantes do cinema reclamar a especificidade da obra cinematográfica e as razões do diretor, considerado um esteta que, marcadamente, valoriza a intensidade visual, a presença da sensualidade na narrativa e o rigor na composição dos quadros, mis-èn-scene e dramaturgia.

Narrada por Watanabe, a trama se passa no Japão do efervescente ano de 1967 e se inicia a partir da relação triangular entre o protagonista narrador e um casal de amigos, Naoko e Kisuki, que se conhecem desde a primeira infância e se convertem em amantes desde cedo. Um acontecimento trágico transtorna a relação entre Watanabe e a sua amiga Naoko, que se separam para depois se reencontrarem e, juntos, redescobrirem a sexualidade, o sentido do amor e, cada um a sua maneira, enfrentarem a tragédia que se abateu sobre eles.

norwegian-wood-1

O que Tran Anh Hung nos oferece é um filme conscientemente moderno que se desvirtua dos clamores pós-modernos, por assim dizer, construindo personagens trágicos que vivem dramas existenciais alheios às conturbações estudantis de jovens que declinam discursos ideologizados, armados de certezas e que rechaçam as nuanças individuais em nome das lutas efetivamente políticas. O pano de fundo das vigorosas manifestações estudantis nas ruas de Tóquio contra a guerra do Vietnã, participando de um movimento globalizado de contestação política e de transformação de valores, substancia metaforicamente o processo drástico de transformação individual de Watanabe. Trata-se de um filme sobre amadurecimento emocional a partir do sofrimento, da experiência mesma de viver entre o afã de comunhão e de solidão, entre o erotismo transcendental e o desejo sexual que resulta de uma necessidade misteriosa e produz prazer, mas também frustração, medo e dor.

Norwegian Wood reflete, esteticamente, um tipo de realismo imaterial, com pouco ou nenhum espaço para a fantasia, mas carregado de sensorialidade musical e visual. A direção e composição da trilha sonora é assinada por Jonny Greenwood, guitarrista da banda inglesa Radiohead, e a fotografia ficou a cargo do experiente taiwanense Mark Lee Ping-bing. O resultado do conjunto do trabalho sonoro e fotográfico, aliado ao naturalismo da dramaturgia, é uma obra de forte impacto poético e emocional.

Aliás, no que se refere ao impacto emocional, este se impõe e exige um lugar especial que motivará, em nossa opinião, conversas enriquecedoras, controversas e vitais: afinal, o que Norwegian Wood nos propõe é uma reflexão poética e trágica sobre os modos como absorvemos as nossas próprias dores, como enfrentamos as nossas dúvidas e anseios, como convivemos com as fatalidades que fazem reluzir as difíceis realidades com as quais nos deparamos e que precisamos inescapavelmente enfrentar, em meio aos nossos ardentes desejos de comunhão constituintes de nossa vida ontologicamente solitária. Em suma, o filme nos leva a refletir sobre como a vida nos torna o que somos, a cada momento.

TRAILER:

SOBRE O CINEMATÓGRAFO

O Cinematógrafo, uma mostra de filmes independente sob curadoria de Camele Queiroz e Fabricio Ramos, cineastas e curadores de Salvador. A iniciativa independente começou no Rio Vermelho, na Casa 149. Ali, num esquema artesanal de montagem de estrutura de projeção, realizou-se sessões durante seis meses, desde dezembro de 2016. Em julho de 2017, fomos convidados a realizar o Cinematógrafo no Cine XIV, sala no Pelourinho, em parceria com o Circuito Saladearte. Com o incêndio que consumiu o Cine XIV, interrompemos os encontros para os retomarmos, neste ano de 2018, no Cinema do Museu, sempre no último sábado de cada mês, às 16h30. O objetivo é, a partir de filmes de variados temas e formas, promover conversas sobre as relações do cinema com questões da vida e suas relações com a arte.

O CINEMATÓGRAFO RETORNA NO DIA 26 DE JANEIRO, NO CINEMA DO MUSEU

Nós iniciamos o Cinematógrafo, uma mostra de filmes independente, no Rio Vermelho, na Casa 149. Ali, num esquema artesanal de montagem de estrutura de projeção, realizamos sessões durante seis meses, que começaram em dezembro de 2016. Até que, em julho de 2017, fomos convidados a realizar o Cinematógrafo no Cine XIV, que ofereceu, através de uma gentil parceria, toda a estrutura da sala para as exibições e para as conversas que sucediam as sessões. Com o incêndio que consumiu o Cine XIV, interrompemos os encontros para os retomarmos, neste ano que se inicia, no Cinema do Museu, nas noites das últimas sextas-feiras de cada mês, até que o Cine XIV seja restaurado e retorne ainda mais bonito, dono de uma história de resiliência de sensível impacto cultural no centro histórico de Salvador!

BAHIADOC

A partir deste mês de janeiro, o Cinematógrafo passa a acontecer no Cinema do Museu, sala do Circuito Saladearte, que fica no Corredor da Vitória. As sessões são mensais, na última sexta-feira do mês, às 20h40.

A sessão de retomada do Cinematógrafo será no dia 26/1, com o filme “A Ghost Story” (2017), de David Lowery, que estava programado para a sessão de dezembro, cancelada por conta do incêndio que consumiu o Cine XIV. O filme, que é uma alegoria sobre a transitoriedade das coisas e a fugacidade de tudo, suscitará questões que remeterão à destruição do Cine XIV. Compareçam! A sessão promete uma boa experiência e uma conversa daquelas.

Nota dos curadores Fabricio Ramos e Camele Queiroz:

Ela (Rooney Mara) e ele (Casey Affleck) são um jovem casal que se prepara para mudar de casa, quando ele morre, num banal acidente de carro. Ela tenta superar a perda…

Ver o post original 642 mais palavras

“Quarto Camarim” estreia em três festivais de cinema internacionais

Quarto Camarim, primeiro longa-metragem dos diretores Camele Queiroz e Fabricio Ramos, estreou em festivais internacionais de cinema em países das três Américas: no Canadá, na República Dominicana e na Venezuela. Lançado no final de 2017, o filme mostra o reencontro, depois de vinte e sete anos, entre uma sobrinha e a sua tia Luma.

Quarto Camarim

Quarto Camarim, primeiro longa-metragem dos diretores Camele Queiroz e Fabricio Ramos, estreou em festivais internacionais de cinema em países das três Américas: no Canadá, na República Dominicana e na Venezuela. Lançado no final de 2017, o filme mostra o reencontro, depois de vinte e sete anos, entre uma sobrinha e a sua tia Luma.

24879908_1953094964715720_4237496083568247201_oEm janeiro de 2018, Quarto Camarim participa da Mostra Oficial do 3rd FICMARC – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINE DEL MAR CARIBE (link), que acontece na Ilha de Margarita, Venezuela. Entre novembro e dezembro de 2017, o filme foi exibido no Canadá, no Vancouver Alternative Cinema Festival (link), e na República Dominicana, na mostra oficial do 8º Santo Domingo OutFest – Festival Internacional de Cine GLBT (link).

Em 2018, o filme terá sessões no Brasil. As informações serão divulgadas neste site. Acompanhe!

O filme foi realizado com o…

Ver o post original 23 mais palavras

“Quarto Camarim” tem estreia internacional em Vancouver e em Santo Domingo

“Quarto Camarim”, nosso primeiro longa, teve estreia internacional em Vancouver e em Santo Domingo.

BAHIADOC

Quarto Camarim” (2017), longa de Camele Queiroz e Fabricio Ramos, estreou no dia 22 de novembro, no Canadá, participando do Vancouver Alternative Cinema Festival. No dia 5 de dezembro, foi exibido na República Dominicana, na mostra oficial do Santo Domingo OutFest – Festival Internacional de Cine GLBT.

24879908_1953094964715720_4237496083568247201_oQuarto Camarim (2017) é o primeiro longa-metragem dos diretores Camele Queiroz e Fabricio Ramos. O filme, por meio de uma abordagem documental, mostra o reencontro entre uma sobrinha, que é a própria diretora, e sua tia, com quem não manteve nenhum contato desde a sua infância. É um filme de mise-en-scène compartilhada entre a diretora e a tia que, sem abrir mão da abordagem temática sensível de impacto político e social, elabora cinematograficamente um testemunho de vivência pessoal e íntima.

A realização do filme teve o apoio do programa Rumos – Itaú Cultural 2016-2017.

Ver o post original

nota sobre “Vazante”, de Daniela Thomas

Captura de Tela 2017-11-11 às 11.51.36

“Vazante”, dirigido por Daniela Thomas, foi pivô de debates polêmicos em Brasília e alvo de duras críticas por parte, também, de pessoas ligadas aos movimentos negros.

O tema do filme gira em torno do drama de uma elite agrária em formação no interior de Minas Gerais, no estertor do Brasil colonial. A história começa mostrando uma família escravocrata em decadência com o fim do ciclo da mineração, para depois se concentrar em Beatriz (Luana Nastas), a filha mais nova dessa família, que — mesmo antes de “ter as regras” — é entregue pelo pai para se casar com o tropeiro português Antônio (Adriano Carvalho), um homem muito mais velho, que tinha se casado com a tia de Beatriz. Esta morrera durante o parto, junto com a criança, legando à Antônio as posses da família, o que impôs uma relação de subordinação total do pai de Beatriz para com Antônio.

Essa elite agrária em formação e em decadência, ou seja, em transição, se mostra ontologicamente alienada em relação à calamidade da escravidão, alienação que, na perspectiva do filme, situa os personagens negros como tipos humanos, que funcionam como “elenco de suporte” do drama do casal de protagonistas, Beatriz e Antônio, proprietários escravocratas.

Os protagonistas, durante largos trechos do filme, pouco ou nada falam. Uma cenografia funcional, tanto nos interiores austeros quanto nos exteriores telúricos, junto com a visualidade, ponto forte do filme, marcada por paisagens exuberantes, enquadramentos instigantes e a fotografia em preto-e-branco (visualidade atrapalhada por uma projeção que deixava entrever tons esverdeados nos contornos das imagens), indicam que “Vazante”, cinematograficamente, tem pretensões estéticas e dramáticas, além de históricas, por conta do seu tema. Mas nenhuma dessas pretensões se realiza, o que, decisivamente, enfraquece o filme enquanto cinema de propensões realistas.

Dramaticamente, “Vazante” falha. A história simples e potencialmente pungente — o sofrimento mudo de uma menina branca que se apaixona por um menino de sua idade, que é um escravo, em relação com a angústia rústica de um tropeiro que se torna proprietário escravocrata depois da perda da mulher durante o parto — não logra transmitir a carga que seus dramas nos prometem.

Os personagens estão, quase todo o tempo, sob a mira de uma câmera severa, vivendo um cotidiano árido, carregado de um peso invisível, mas presente. Contudo, a tensão dramática nunca se realiza. E não se trata da desdramatização bressoniana, nem dos tempos mortos de Antonioni. Trata-se de uma fragilidade dramatúrgica que não se deve aos atores, que atuam bem, mas à própria estrutura narrativa, que não lhes dá tempo de imprimir sentido dramático aos seus olhares, expressões e lágrimas.

Em termos narrativos, o filme produz bons ganchos, mas que que são desperdiçados. Por exemplo, a relação entre senhores e escravos é marcada por uma distância terrível, cuja expressão máxima aparece na cena em que os escravos negros revoltosos falam uma língua incompreensível (que uma mulher, escrava, entende parcialmente), que o filme tem a felicidade de não traduzir.

A cena remeteria, se quiséssemos abordá-la à luz da filosofia, à justificativa ética e política de Aristóteles para legitimar a existência dos escravos na Grécia Antiga. Aristóteles distingue os seres dotados de phonè (fala) daqueles dotados de logos (discurso), ou seja, o filósofo separa as identidades de um ser cuja fala é a expressão de seu lugar desprovido de discurso, das outras identidades que dominam o discurso, ou que ditam o que é visível ou não, o que é ou não dizível e, logo, pensável . Dito de outro modo, Aristóteles separa o ser portador do discurso (e ele o é por conta do regime de dominação e exclusão que vigora em uma sociedade), do ser dotado de fala, mas de uma fala desprovida de inteligibilidade, fala percebida como mero ruído por conta daquela “alienação” ontológica (que no fundo é meramente política, no sentido lato do termo) em relação à calamidade da escravidão. Por essa ótica, a diretora Daniela Thomas é portadora do discurso, agenciado pelo próprio cinema, embora ela não possa ser responsabilizada sozinha por refletir uma estrutura de poder tal como a que define historicamente o campo do cinema no país.

O problema, portanto, é que o filme ignora as subjetividades desses seres falantes, mas sem discurso, que embora apareçam como mero elenco de apoio para o drama factual dos senhores, é parte constituinte desse drama. Não se trata, como se viu nas polêmicas sobre o filme, de reivindicar o protagonismo dos personagens negros. Mas, antes, de o filme revelar uma estreiteza narrativa, já que recorre, tematicamente, a um pano de fundo histórico de forte presença no imaginário brasileiro, mas segue as coordenadas das abordagens televisivas sobre o tema da escravidão, embora busque dirimir o apelo melodramático sob uma sofisticação formal apenas eficiente.

Nesse sentido, a reação intensa de militantes dos movimentos negros ganha legitimidade, porque o filme introduz um gancho narrativo rico, mas o exclui de seu drama, tornando invisíveis os sujeitos escravizados e diminuindo a sua presença dramática, para valorizar o mal desenvolvido dramalhão dos senhores e sinhás, abordado com um verniz gilbertofreyreano, evidenciado no previsível desfecho do filme, que se encerra com os partos da sinhá e da escrava, ambas dando à luz a crianças mestiças, uma fruto da violência, a outra do amor inocente.

É nesses termos que, por razões transversas, eu me sinto inclinado a concordar com a parte que interessa da leitura do crítico Juliano Gomes sobre o filme (ele protagonizou o debate com a diretora Daniela Thomas), que pode ser sintetizada na sua frase que diz que, de “Vazante”, “o que resulta afinal é somente a manutenção do status quo”. O filme se apoia numa abordagem esteticamente matizada do período da escravidão, mas que não traz nada de novo ou disruptivo em relação ao que as telenovelas já ofereceram amplamente ao imaginário do espectador brasileiro. O filme se deixa esvair no regime do status quo tanto nos campos político e histórico, quanto nos campos estético e cinematográfico.

(Vi o filme no Espaço Itaú Glauber Rocha, durante o 13º Panorama Internacional Coisa de Cinema).

 

Cinematógrafo no Cine XIV de novembro, dia 11, exibe “A Ghost Story”, de David Lowery

Cinematógrafo de Novembro – nossa nota sobre o filme:

BAHIADOC

Nota dos curadores Fabricio Ramos e Camele Queiroz:

Ela (Rooney Mara) e ele (Casey Affleck) são um jovem casal separados pela morte dele, num banal acidente de carro. Ela busca seguir em frente, enquanto vive o luto e a aflição da perda repentina. Ele, entretanto, retorna à casa em que viviam na forma de um fantasma passivo e silencioso, que ela não pode ver. O tempo passa, mas o fantasma se prende à casa em que moravam e, mesmo depois que ela se muda, ele permanece lá, à espera de algo, permanecendo como uma testemunha silenciosa do sofrimento dela e de sua própria condição de fantasma.  Através de deslocamentos temporais, o filme expande o drama pessoal do fantasma até um nível de relação cósmica com a vida e o mundo, oscilando entre o apego às histórias de uma vida e a dimensão inefável da eternidade.

Difícil de classificar, “A Ghost…

Ver o post original 611 mais palavras

“Muros” será projetado na fachada do Forte Santa Maria

BAHIADOC

Curta-metragem “Muros” será projetado na fachada do Forte Santa Maria (Porto da Barra), durante a inauguração da expo “Nosoutros”, de Rogério Ferrari. Sexta (dia 20/10), às 18h.

Captura de Tela 2017-10-20 às 10.59.23

O curta “Muros” será projetado na fachada do Forte Santa Maria, no dia 20 de outubro, às 18h, na inauguração da exposição “Nosoutros”, do fotógrafo Rogério Ferrari, que já pode ser vista na parte externa do Espaço Pierre Verger, no Forte Santa Maria (Porto da Barra, Salvador).

A mostra exibe 23 fotografias em preto-e-branco, que relacionam os campos de refugiados palestinos com os bairros periféricos de Salvador, reunindo fotografias de Rogério Ferrari tiradas durante as filmagens de “Muros” (2015), filme dirigido por Camele Queiroz e Fabricio Ramos, e de suas vivências anteriores na Palestina, Líbano e Jordânia.

“Muros” ganhou o Prêmio de Melhor Filme pelo Júri do V Feciba – Quinta edição do Festival de Cinema Baiano, em 2015. Foi premiado também como…

Ver o post original 92 mais palavras

[Salvador] O Cinematógrafo no Cine XIV de outubro exibe “A Liberdade é Azul”

Cinematógrafo de OUTUBRO

Nota dos curadores:

Julie Vignon (Juliette Binoche) sobrevive ao acidente de carro que vitimou seu marido e sua filha pequena. Diante da dor da perda, ela decide enfrentar a tragédia experimentando uma liberdade radical em sua vida, recusando o luto e o choro, livrando-se de seus bens e patrimônio, evitando se ligar ao próprio passado e se afastando definitivamente das pessoas com as quais mantinha vínculos afetivos.

Em A Liberdade é Azul (1993), a Música e cor cumprem uma função narrativa mas, sobretudo, compõem a estética do filme, que proporciona uma experiência sensorial impactante, imprescindível de ser vivenciada num ambiente que somente a sala de cinema oferece. O tema da liberdade aparece sob uma abordagem existencial e trágica, mas evoca questões que se ligam a uma ampla variedade de problemas contemporâneos.

O diretor polonês Krzysztof Kieslowski completou a sua trilogia das cores com A Igualdade é Branca (1994) e A Fraternidade é Vermelha (1995), títulos que fazem clara referência aos ideais iluministas encampados pela Revolução burguesa na França. A acepção demasiado óbvia dos títulos poderia sugerir uma leitura apressada, relacionando o filme à preponderância de razões políticas e históricas. Entretanto, em A Liberdade é Azul, a história e a política só aparecem enquanto substrato de uma experiência individual trágica que, como um corpo que se afoga, busca na própria crise dos ideais, se não uma tábua de salvação, uma maneira possível de ficar submerso. — (Por Fabricio e Camele).

O quê: sessão de A Liberdade é Azul no Cinematógrafo
Quando: dia 7 de outubro, sábado, às 16h.
Onde: no Cine XIV, no Pelourinho (veja mapa mais abaixo)
(A contribuição é de R$ 5,00)

O CINEMATÓGRAFO:

O Cinematógrafo no Cine XIV exibe filmes, mensalmente, de variadas formas e temas, sempre no primeiro sábado do mês, às 16h. O intuito é instigar conversas sobre os mais diversos problemas contemporâneos, nos campos da política, da estética e da arte em suas relações com a vida. A curadoria é de Camele Queiroz e Fabricio Ramos e os filmes programados são divulgados a cada mês em nossas redes (curta a página no Facebook).  A contribuição é de R$ 5,00 por sessão. Apoie a iniciativa se tornando um membro associado através da anuidade (sessenta reais) que garante acesso às doze sessões anuais.  Fale conosco e participe!