Cinematógrafo no Cine XIV exibe “O Segredo das Águas”

O Cinematógrafo de agosto exibe filme da diretora japonesa Naomi Kawas. Sábado, dia 5, no Cine XIV, Pelourinho.

BAHIADOC

Cinematógrafo_AGOSTONota dos curadores:

O Segredo das Águas (2014), longa de ficção da diretora japonesa Naomi Kawase, uma experiência poética e dramática que realiza uma síntese muito própria da universalidade da vida. Ambientado nas Ilhas do sul do Japão, a exuberância serena das florestas e a instabilidade bela e desafiadora do mar ora calmo ora agitado, nos aparecem como metáforas próprias do nosso imaginário praiano tropical. O estilo, câmera na mão e ritmo sutil, aliado a um olhar poético existencial, compõe uma visão de mundo sobre a vida: seus medos e desafios, a descoberta da impetuosa e inquietante sexualidade juvenil, a sábia melancolia da velhice, e a morte – a morte como uma presença que assusta e liberta, que entristece e anima.

O CINEMATÓGRAFO:

O Cinematógrafo no Cine XIV exibe filmes mensalmente, sempre no primeiro sábado do mês, às 16h. A curadoria é de Camele Queiroz e Fabricio Ramos e as sessões…

Ver o post original 48 mais palavras

Entrevista com Camele Queiroz, diretora de “Quarto Camarim”

Entrevista de Camele Queiroz sobre o processo de fazer o filme “Quarto Camarim” (que eu co-dirijo). O filme, que teve o apoio do Rumos – Itaú Cultural, será lançado em breve. A entrevista completa e mais infos sobre o longa podem ser acessados no site do filme.

Poster Quarto Camarim

Camele Queiroz, diretora de Quarto Camarim, comenta as vivências e o processo de fazer o filme.  A entrevista foi concedida em março de 2017 à jornalista Patrícia Colombo, do Blog Rumos – Itaú Cultural e originou a nota publicada no site do Itaú Cultural em 19/7/2017. Leia a entrevista completa:

Patrícia: Como surgiu a ideia de produzir o filme? Gerou um conflito familiar?

Camele: Sempre tive cabelo comprido e decidi cortá-lo bem curto, por razões minhas, o que foi uma decisão difícil. Creio que enquanto cortava o cabelo a lembrança de meu tio me veio à mente e lembrei também do quarto que ficava com a porta sempre fechada, exceto por uma brecha por onde eu o olhava, às escondidas, movida pela curiosidade infantil. Esse quarto se assemelhava muito a um camarim. Eu via uma espelho, via muitos objetos sobre a penteadeira, muitos sapatos coloridos e perucas. Não…

Ver o post original 2.216 mais palavras

Cinematógrafo na Casa 149 de junho (dia 29) exibe o filme argentino XXY

Cinematógrafo_JUNHO

“XXY”, escrito e dirigido pela argentina Lucía Puenzo, é uma é uma co-produção da Argentina, França e Espanha, lançada em 2007.

Sinopse: Alex (Inés Efron) nasceu com ambas as características sexuais. Tentando fugir dos médicos que desejam corrigir a ambigüidade genital da criança, seus pais a levam para um vilarejo no Uruguai. Eles estão convencidos de que uma cirurgia deste tipo seria uma violência ao corpo de Alex e, com isso, vivem isolados numa casa nas dunas. Até que, um dia, a família recebe a visita de um casal de amigos, que leva consigo o filho adolescente. É quando Alex, que está com 15 anos, e o jovem, de 16, sentem-se atraídos um pelo outro.

O filme, um drama intenso e sensível de tema delicado, tem um ritmo pausado e reflexivo. XXY é a estréia na direção de Lucía Puenzo, conhecida pelos roteiros de filmes como A través de tus Ojos e La Puta y la Ballena, além de escrever para séries de televisão como Hombres de Honor e Sol Negro. Seu pai, Luis Puenzo, é diretor premiado com o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1986, com o filme A História Oficial, sobre desaparecidos durante a ditadura argentina.

Em termos de festivais e prêmios, o filme teve uma importante trajetória: recebeu o Prêmio da Crítica no Festival de Cannes e foi escolhido para representar a Argentina na disputa por uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Além disso, XXY ganhou o Goya (o Oscar espanhol) e o Ariel (o Oscar mexicano) de Melhor Filme Latino Estrangeiro, foi o grande vencedor da premiação dos críticos de cinema da Argentina (Melhor Filme, Roteiro e Atriz, para Inés Efron) e ganhou os festivais de Atenas (Grécia), Bangkok (Tailândia), Cartagena (Colômbia), Edinburgo (Escócia), Montreal (Canadá) e São Francisco (EUA), entre outros.

A Casa 149 fica no Rio Vermelho, na orla, próxima à praia da paciência. A sessão começa às 19h30 e a entrada é franca.

CINEMATÓGRAFO NA CASA 149

O Cinematógrafo na Casa 149 apresenta filmes de variadas temáticas, formas e gêneros que, como eixo comum, dialoguem com diversas questões contemporâneas.

captura-de-tela-2017-01-03-as-16-43-53

A iniciativa realiza uma série de encontros mensais, com exibição de filmes seguidas de rodas de conversas, que acontecerão até dezembro de 2017. As sessões acontecem toda última quinta-feira do mês, na Casa 149, galeria de arte e espaço cultural que fica no Rio Vermelho, na Rua da Paciência (orla), em Salvador. A curadoria da mostra é feita por Camele Queiroz e Fabricio Ramos, que são cineastas e também atuam no campo da difusão do cinema independente. Os filmes que serão exibidos serão divulgados a cada mês em nossas redes.

Desde Dezembro de 2016 (com um intervalo em fevereiro, devido ao carnaval), o Cinematógrafo exibiu os filmes “Gueros” (México, 2015); “A Caça” (Dinamarca, 2012); “O Abraço da Serpente” (Colômbia, 2016);  “O Ato de Matar” (Dinamarca, Noruega, Reino Unido, 2012), e “Nostalgia da Luz” (EUA/ALE/Chile/ESP/FRA, 2010, Cores, 90 min), de Patrício Guzmán.

Todas as informações serão difundidas nesta página e na página da série de eventos no Facebook:

/// https://www.facebook.com/cinematografo149/ ///

# festivais de cinema independente e os agenciamentos do poder:

tempos-modernos

Cineastas, tal como qualquer artista, devem cuidar para não se deixarem ser atirados na espiral de agenciamentos que envolvem circuitos de festivais, academia, mercado e, inescapavelmente, o estado, que derrama o dinheiro nos potes dessas instâncias todas.

Festivais de cinema se referem a “estatus” e pouca coisa mais. Por outro lado, ao mesmo tempo em que são vitrines restritas, são também janelas para alcançar uma parte expressiva do público interessado em cinema independente — coisa da qual não se pode prescindir.

O desafio, portanto, é — para aqueles cujo processo de criação é um desafio em si, que buscam participar de um cinema cujo processo exigente produz uma obra que é experiência estética mas também expressão de vivência e visão de mundo — o desafio, como dizia, é realizar filmes que, ao mesmo tempo em que não se importem com as imposições dos circuitos estabelecidos e mesmo as questionem e neguem, acabem por explorar e expor as contradições internas desses circuitos de festivais e seus agenciadores, que os forcem a descobrir e a “acatar” filmes que, desobedientes àquelas imposições (que advém de pressuposições do que é cinema por parte de forças agenciadoras) aconteçam como algo vivo, algo novo e uma força que torna o cinema o que é — e cada um, cada filme, que diga o que é o cinema.

Infelizmente, isso — esses questionamentos que se dariam no interior dos próprios filmes — acontece cada vez menos nos festivais (basta ver as polêmicas em torno do último Festival de Tiradentes, dedicado a esse cinema “inovador” e autoral) ao passo que, paradoxalmente, os filmes — ou seja, os cineastas — se exasperam para se adequar àquelas imposições agenciadoras, realizando filmes desprovidos de cinema, mas repletos de discursos carregados de retóricas acadêmicas, festivalescas, imitativas de vanguardas francesas do início do século, e quando ousam abordagens potencialmente políticas, se reduzem a expressões militantes limitadas às urgências mais superficiais dos contextos em voga.

O aspecto estimulante do problema é que aquelas polêmicas (a exemplo de Tiradentes) ocorrem e podem ser consequentes, o que revela que há um zeitgeist crítico louco para sair da garrafinha daquelas forças agenciadoras. Às vezes eclodem conflitos entre curadorias, júris técnicos, críticos e público, estes últimos — crítica e público — sendo aqueles que melhor expõem as limitações daqueles. Os cineastas ainda buscam um lugar nesse jogo de tensões.

E o que deve ser ainda mais revelador:

O que será que nos reserva todo aquele volume de filmes que ficam de fora dos circuitos “oficiais” (90% em média), ou seja, dos circuitos estabelecidos — de uma forma ou de outra — pelas imposições dos poderes agenciadores? Ninguém desse campo agenciado está fazendo essa arqueologia que pode descobrir tesouros e, inclusive, alimentar mercados. Nem mesmo os cineastas o fazem, obedientes que são aos ditames dos circuitos e apegados à busca de estatus. Quem pode fazer essa arqueologia é o próprio público, esse “agente” sempre virtual, ou seja, que pode se atualizar a cada festival, a cada sessão, a cada experiência de cinema.

Uma gota de otimismo:

O público, penso, já está fazendo essa arqueologia, sempre a faz: se os cineastas percebem isso, ficam livres para fazerem cinema.

Cinematógrafo na Casa 149 exibe “O ato de matar” na quinta-feira, dia 27/4

Produzido por Werner Herzog e Errol Morris, The Act of Killing é “uma das mais chocantes obras sobre a representação do Mal na sociedade contemporânea”. A sessão, seguida de conversa, acontece na quinta, dia 27 de abril, às 20h, na Casa 149 (orla do Rio Vermelho, praia da Paciência). Entrada Franca.

BAHIADOC

Produzido por Werner Herzog e Errol Morris, The Act of Killingé “uma das mais chocantes obras sobre a representação do Mal na sociedade contemporânea”. A sessão, seguida de conversa, acontece na quinta, dia 27 de abril, às 20h, na Casa 149 (orla do Rio Vermelho, praia da Paciência). Entrada Franca.

Produzido por Werner Herzog e Errol Morris, The Act of Killing (Dinamarca, Noruega, Reino Unido, 2012) – ou ‘O ato de matar’, um filme perturbador e formalmente atípico, revela os horrores da ditadura Indonésia, que executou um massacre de comunistas através de milícias paramilitares. Os indivíduos que participaram dessas milícias não responderam por seus crimes: ao contrário, são considerados heróis nacionais pelo regime ainda “vitorioso” e, no filme, esses homens não apenas narram com orgulho os assassinatos e torturas que cometeram, mas reencenam tais crimes, colaborando com a direção das cenas em que eles atuam, inspirados pelos filmes…

Ver o post original 398 mais palavras

Cinematógrafo na Casa 149 exibe “O Abraço da Serpente”

Participe do Cinematógrafo na Casa 149.

BAHIADOC

A proposta da iniciativa é apresentar filmes de variadas temáticas, formas e gêneros, mas que, como eixo comum, dialoguem com diversas questões contemporâneas.

O Cinematógrafo na Casa 149 realiza uma série de encontros mensais, com exibição de filmes seguidas de rodas de conversas, que acontecerão até dezembro de 2017. As sessões acontecem toda última quinta-feira do mês, na Casa 149, galeria de arte e espaço cultural que fica no Rio Vermelho, na Rua da Paciência (orla), em Salvador.

A proposta é apresentar filmes de variadas temáticas, formas e gêneros, mas que, como eixo comum, dialoguem com diversas questões contemporâneas. A dupla Camele Queiroz e Fabricio Ramos assumem a curadoria. Os filmes que serão exibidos serão divulgados a cada mês em nossas redes.

MARÇO 2017

O filme deste mês será “O Abraço da Serpente”, dirigido pelo colombiano Ciro Guerra.

Confira a breve nota dos curadores Fabricio e Camele sobre o…

Ver o post original 377 mais palavras

Cinematógrafo na CASA 149

A proposta é realizar uma série de encontros mensais, com exibição de filmes seguidas de rodas de conversas, que acontecerão de janeiro a dezembro de 2017. As sessões acontecerão toda última quinta…

Fonte: Cinematógrafo na CASA 149

Assista o curta “Regulamentação da profissão de vaqueiro”, de Camele Queiroz e Fabricio Ramos

BAHIADOC

O documentário “Regulamentação da Profissão de Vaqueiro”, dirigido por Camele e Fabricio, acompanha a viagem dos vaqueiros da Bahia a Brasília. Os diretores foram honrados com a presença, devidamente autorizada, de canções de Elomar na trilha sonora do filme.

Filme na íntegra:

Vaqueiros CRTAZ arte 3 defSINOPSE:

Em setembro de 2013, vaqueiros de diferentes regiões do sertão nordestino viajaram a Brasília para acompanhar, no Plenário do Senado Federal, a votação do Projeto de Lei que dispõe sobre a regulamentação da profissão de vaqueiro no país. O registro, dirigido por Fabricio Ramos e Camele Queiroz, é uma memória da viagem.

Brasil l HD l Cor l 2013

SOBRE O FILME

Captura de tela 2013-10-02 às 19.00.30A convite do antropólogo Washington Queiroz, os realizadores Fabricio Ramos e Camele Queiroz embarcaram num ônibus junto com trinta e dois vaqueiros vindos de diferentes regiões do sertão da Bahia. A comitiva seguiu para Brasília, rumo ao Plenário do Senado Federal, para acompanhar a…

Ver o post original 397 mais palavras

MUROS na Semana de Fotografia da Bahia

BAHIADOC

O filme, que relaciona Brasil e Palestina enquanto acompanha o fotógrafo Rogério Ferrari por favelas de Salvador, passa no dia 4/8 (quinta-feira), às 18h.

MUROS 4MUROS (25min, 2015), filme de Camele Queiroz e Fabricio Ramos, participa da programação da Semana de Fotografia da Bahia, que acontece na CAIXA Cultural Salvador, entre os dias 2 e 6 de agosto, com uma programação de oficinas, conferências, filmes e lançamento de livros para o público de todas as idades.

O filme, que relaciona Brasil e Palestina enquanto acompanha o fotógrafo Rogério Ferrari por favelas de Salvador, passa no dia 4/8 (quinta-feira), às 18h.

Com o tema “Narrativas Visuais e Fronteiras entre Arte e Documental”, a Semana de Fotografia da Bahia acontecerá na Caixa Cultural, que fica na Av. Carlos Gomes, em Salvador. A programação conta com oficinas gratuitas e vai destacar o papel das mulheres na fotografia, com diversas fotógrafas à frente das…

Ver o post original 134 mais palavras

A Mostra Cine Odé – Cinema no Terreiro apresenta suas últimas sessões: dias 2 e 3 de JULHO

BAHIADOC

No sábado, dia 2 de julho, um dos destaques será o curta “As Cruzes e os Credos”, filmado em grande parte no próprio Terreiro de Odé. Confira a programação completa.

Captura de Tela 2016-02-12 às 13.57.38A última edição do Cine Odé – Cinema no Terreiro, que seria em junho, será no início de julho: dias 2 e 3 de julho (sábado e domingo, respectivamente), sempre às 17h.

A Mostra acontece no Terreiro de Odé em Ilhéus/Ba. Fundado por Pai Pedro Faria em 1942, o terreiro fica no Bairro Alto do Basílio. O Cine Odé, que começou em janeiro e se encerra nesta última sessão, tem a  proposta de tornar o Terreiro de Odé um espaço cultural voltado para o cinema, promovendo sessões mensais gratuitas que estimulam a valorização e o conhecimento das culturas religiosas brasileiras de matrizes africanas e indígenas. Os realizadores e curadores da mostra são Fabrício Ramos e Camele Queiroz

Ver o post original 775 mais palavras