Canal Bahiadoc completa a série de seis webdocs que trazem conversas com cineastas baianos

Canal Cartaz Final

Do Blog do Bahiadoc:

Ao longo de um ano e meio, realizamos o Canal Bahiadoc, série de seis webdocs com a participação de cineastas baianos que realizaram filmes e vídeos ligados ao campo de não-ficção na Bahia.

O nosso objetivo foi, de forma introdutória, contribuir em algum grau para o debate e a difusão em torno das obras desses cineastas independentes e de contextos do cenário audiovisual e cinematográfico da Bahia.

O Canal teve o apoio do Fundo de Cultura da Bahia através de edital público (Demanda Espontânea 2011), e é uma realização de Fabricio Ramos e Camele Queiroz, através do Bahiadoc – arte documento, iniciativa independente que quer discutir a prática do documento e contribuir para a formação de espaços reais e virtuais que dinamizem a interação entre novos agentes criativos na Bahia.

Os realizadores do Canal agradecem a todos os cineastas que participaram, e a todos que acompanharam, assistiram e difundiram os webdocs pelas rede.

Sabemos que há muitos outros cineastas, videomakers e artistas do audiovisual realizando trabalhos de relevância para a nossa memória cultural e artística. Quem sabe, novas edições virão para conversar com ainda mais gente – será esse o nosso esforço.

Todos os webdocs e as informações sobre o Canal Bahiadoc estão acessíveis no sítio do projeto. Acessem, difundam, critiquem, em:

http://www.bahiadoc.com.br/canalbahiadoc

SOBRE OS WEBDOCS:

1 e 2. Os dois primeiros webdocs trazem encontros com realizadores baianos que viabilizaram projetos através do Programa DOCTV na Bahia, abordando discussões sobre acesso aos bens culturais, programas públicos de incentivo e sobre os temas – de relevância cultural e social – abordados por cada realizador. Participaram do primeiro: Paula Gomes, Bernard Attal, Elson Rosario, Sophia Mídian Bagues e Felipe Kowalczuk. Do segundo, participaram: Wallace Nogueira, Mônica Simões e Isana Pontes.

3. O terceiro webdoc traz um encontro com o Cual Coletivo UrgentedeAudiovisual, que pensa o cinema realizando filmes independentes a partir de uma dinâmica de cooperação.

4. O quarto webdoc traz uma conversa com Carlos Pronzato, profícuo documentarisa que aborda temas sociais e históricos, além de atuar como videoativista.

5. O quinto webdoc traz uma conversa com o cineasta Antônio Olavo, cuja trajetória como realizador é marcada pela abordagem de temas alicerçados nas vivências do povo negro e nas lutas sociais e históricas.

6. E o sexto webdoc é com Henrique Dantas, cineasta que tem realizado filmes que resgatam a nossa memória cultural, com potência artística, força crítica e amplitude política e cinematográfica.

Lembrando, todos os webdocs podem ser acessados no sítio do projeto:

http://www.bahiadoc.com.br/canalbahiadoc

Entre Canudos e quilombos – conversa com o cineasta Antônio Olavo

Como parte do trabalho que realizamos pelo Canal Bahiadoc, conversamos, numa manhã de sábado, com o cineasta Antônio Olavo, cuja trajetória como realizador é marcada pela abordagem de temas alicerçados nas vivências do povo negro e nas lutas sociais e históricas da Bahia. Em sua casa, Olavo contou como iniciou a sua relação com o cinema (participando como estagiário da produção de “Dona Flor e seus Dois Maridos”), comentou sobre a sua trajetória de militância política e sobre as suas realizações como documentarista.

Interessante notar que, durante a realização do filme “Quilombos da Bahia”, Olavo e sua equipe percorreram mais de 12 mil quilômetros pelo interior da Bahia, visitando centenas de comunidades negras, filmando em 69 localidades quilombolas. Como indica Olavo, “o filme rasgou o véu que cobria as comunidades quilombolas na Bahia”, contribuindo, inclusive, para revelar e mapear essas comunidades, o que favoreceu depois a implementação de políticas públicas básicas nessas localidades. O cinema, através do “Quilombos da Bahia”, chegou em tais localidades antes das instituições governamentais.

As vivências que Olavo conta sobre suas passagens por Canudos e pela história do lugar também são fascinantes. Aliás, é esta uma das riquezas da experiência do fazer documentário: as vivências e as transformações pessoais que impactam a nossa vida para além do cinema.

O cineasta realizou os filmes “Paixão e Guerra no Sertão de Canudos” (1993), “Quilombos da Bahia” (2004), “Abdias Nascimento: Memória Negra” (2008), e atualmente trabalha nos projetos “Ave Canudos – os que sobreviveram te saúdam” e “Revolta dos Búzios”.

O Canal Bahiadoc é uma realização do Bahiadoc – arte documento e traz uma série de seis webdocs com realizadores baianos. Os vídeos podem ser vistos em: http://www.bahiadoc.com.br/canalbahiadoc

conversa com Carlos Pronzato: cinema, autonomia e autogestão

Como parte do projeto Canal Bahiadoc, gravamos uma conversa com Carlos Pronzato, realizador de muitos filmes cujas temáticas se relacionam estreitamente com as lutas sociais e os contextos políticos do Brasil e da Bahia, e também da América Latina, transitando entre o vídeoativismo e o documentário histórico e cultural, sempre a partir de um recorte de amplo olhar político. O cineasta comenta sobre as suas motivações, seus métodos, suas percepções políticas e sobre contextos do audiovisual na Bahia.

Subvertendo a lógica dominante de distribuição audiovisual (por necessidade e pela característica de seu trabalho), Pronzato alcança um público vasto, porém não catalogado apenas em salas de cinema (costuma ele mesmo vender seus filmes em DVD, além de, em várias ocasiões e lugares, encontrar ou tomar conhecimento da difusão de seus trabalhos). O seu cinema autogestionado, embora lhe traga, por um lado, diversas dificuldades estruturais, lhe possibilita, por outro, plena liberdade na escolha e abordagem de seus temas, além de tornar possível uma dinâmica de produção ágil e diferenciada.

Pronzato mantém o blog La mestiza Audiovisual, onde se pode conferir toda a produção do cineasta, com informações sobre cada filme e com orientações para aquisição de suas obras: http://lamestizaaudiovisual.blogspot.com.br/

No espaço do Canal Bahiadoc pode-se acessar os webdocs anteriores e saber mais sobre o projeto: www.bahiadoc.com.br/canalbahiadoc